Hoje eu queria fazer um único agradecimento a Deus, ou ao senhor que cuida de nós lá do astral, ou seja lá como ele se chame. Mas queria de coração agradecer pelos meus amigos queridos.
Muitos não sabem o quanto me fazem bem, o quanto me ajudam nos momentos que mais preciso. Muitos demonstram em seus gestos o carinho que têm por mim, outros demonstram com atitudes.
Mas não importa o meio utilizado para demonstrarem esse sentimento tão bonito: a amizade sincera. Você deve estar pensando que ando sentimental. Pode até ser, mas como dificilmente agradecemos pelas coisas boas de nossas vidas, acho que agradecer as amizades que me rodeiam é um passo importante. E eu sou muito grata aos meus amigos, que, sem eles notarem, me ajudam muito em todos os aspectos da minha vida.
Nesta semana eu fiquei triste com o comentário de uma amiga, o que me fez refletir sobre uma questão: nem sempre as pessoas torcem por nós. E acho triste isso, aliás, muito triste.
Claro que elas não têm obrigação de torcer pelos amigos, mas, na minha visão, amigo que é amigo é aquele que dá força quando o outro está desmotivado. É aquele que dá o braço para que o outro continue caminhando, quando já se cansou de sua jornada de lutas.
Vocês talvez estejam se perguntando que comentário foi esse, que me deixou reflexiva e triste. Bom, antes de falar diretamente sobre o comentário, vou contar um desafio que venho enfrentando em minha vida. Eu tirei habilitação de motorista há 10 anos, porém sempre tive medo de dirigir. Com o tempo, fui me acomodando, já que minhas irmãs dirigiam e me davam carona. Conclusão: meu medo de dirigir se expandiu de tal forma, que nunca consegui pegar no carro. Fiz por diversas vezes autoescola nos períodos de férias do trabalho, mas logo que as férias acabavam eu voltava à rotina e não dirigia mais.
Este ano decidi enfrentar esse monstro que se criou dentro de mim quanto ao carro. E estou, desde março, em uma clínica especializada para pessoas como eu: habilitadas, mas com medo. E está sendo realmente muito legal! A cada aula estou avançando e lutando contra esse medo que, agora, não está mais tão grande como antes. Muitas amigos disseram que eu sou muito corajosa e que nem sempre as pessoas têm essa coragem de enfrentar um medo que não sabemos de onde surge. Preferem dizer que não gostam de dirigir e ponto.
E assim estou eu: empolgada para que eu consiga logo perder totalmente esse medo e dirigir por aí, coisa que mais quero neste momento. Estava toda feliz quando comentei essa novidade com a tal amiga que mencionei no início do post. Nós não nos falávamos há séculos, então estava feliz para comentar as coisas boas da minha vida. E a resposta foi: "nossa, de novo?? Você não desiste, não? Não tem mais jeito, não, porque dirigir é muito difícil e, na sua idade, fica pior ainda".
O comentário me deixou muito chateada. Mas na hora me lembrei de uma senhora de 54 anos que está lá no grupo, começando (recomeçando) do zero mesmo. Decidiu que essa era a hora para perder o medo e também já enfrentou comentários desse tipo: "pra quê começar a aprender agora? A senhora não tem mais idade pra isso". Comentário absurdo e abominável, porque quando há força de vontade, não há limite pra idade. E não há comentário tosco como esse (ou da minha amiga) que barrará a conquista de nossos sonhos.