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Essa poesia de Clarice Lispector é uma das minhas preferidas e que me faz refletir muito sobre a vida toda vez que a leio...

Vida

Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.



Refletir sobre a vida, sobre o comportamento humano e, principalmente, suas consequências é uma das grandes paixões da minha vida. Sim, está mais do que na cara que atrás dessa tela existe uma pessoa complexa, que ama filosofar e buscar, a todo momento, mensagens que sejam estímulos para uma reflexão mais profunda aos internautas que lêem meus posts. Just it.
Por isso, como não poderia deixar de ser, compartilho com vocês uma dessas mensagens : "Quase", que acabei de achar na internet, e que nos modifica a cada frase lida. Será que você não viveu até hoje muitos "quase"(s)  na sua vida e não é a hora de viver os "finalmente!" (s)?

Quase


Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

(Sarah Westphal)

Todos nós somos merecedores de todas as coisas maravilhosas que a vida nos proporciona. Por isso, recomendo - e muito! - esta oração do merecimento.


ORAÇÃO DO MERECIMENTO

Sou merecedor. Mereço tudo o que é bom.

Não uma parte, não um pouquinho, mas tudo o que é bom.

Agora me afasto de todos os pensamentos negativos, restritivos.

Liberto e deixo ir todas as minhas limitações.

Em minha mente, sou livre.

Agora me transporto para um novo espaço de consciência,

onde estou disposto a me ver de maneira diferente.

Estou decidido a criar novos pensamentos

sobre mim mesmo e minha vida.

Meu modo de pensar torna-se uma nova experiência.

Eu agora sei e afirmo que sou uno com

o Poder de Prosperidade do Universo.

Assim, prospero de inúmeras maneiras.

Está diante de mim a totalidade das possibilidades.

Mereço vida, uma boa vida.

Mereço amor, uma abundância de amor.

Mereço boa saúde.

Mereço viver com conforto e prosperar.

Mereço alegria e felicidade.

Mereço a liberdade de ser tudo o que posso ser.

Mereço mais do que isso. Mereço tudo o que é bom.

O Universo está mais do que disposto a manifestar minhas novas crenças.

Aceito essa vida abundante com alegria, prazer e gratidão, pois sou merecedor.

Eu a aceito; sei que é verdadeira.

Sou grato a Deus por todas as bênçãos que recebo.

Porque eu mereço!!!

Recebi uma mensagem de um amigo, que me deixou muito feliz.
Sempre que eu conversava com ele, parecia triste, chateado com a vida, sem muito ânimo para lutar por sua felicidade. Eu tentava sempre motivá-lo a encarar seus desafios, mas, ainda assim, sem muito sucesso. Porém, em sua última mensagem, eis uma surpresa: ele me mandou uma figura de linguagem muito bacana,  que mostra que está de volta à vida e pronto a encarar suas tristezas.

"...de um lado está tudo o que conhecemos. Então há uma muralha. Do outro lado, se vislumbra um grande deserto. Num dia, acordamos no outro lado - o do deserto. Aí o que fazemos: ficamos tentando pular a muralha de volta. O que deve-se fazer é respirar fundo e caminhar pelo deserto; é um caminho tortuoso e por vezes doloroso, mas esse é o caminho livre, e haverá muitos oásis esperando para serem encontrados.
Duro é que muitas vezes, a gente insiste em andar para trás e dá de cara com a muralha novamente.. rs".

E eu complementaria a mensagem com outra frase:
"Eu não disse que seria fácil, eu disse que valeria a pena". (Dom Bosco)

Ou seja, como dizem os japoneses: "gambatte kudasai" (tradução: "força na peruca!" hahaha).

Você tem reclamado muito sobre a sua vida? Leia então a história do repórter Lucas Maia, 24 anos, do jornal O Estado de S.Paulo. A matéria é longa, mas vale a pena, garanto.


Quando só o faro basta para ser um bom repórter

Uma das características do jornalista é a capacidade de observar os fatos para visualizar o que é notícia. Essa capacidade Lucas Maia, de 24 anos, repórter de O Estado de S. Paulo, não dispõe. Pelo menos fisicamente. Maia nasceu com a Síndrome de Leber, rara doença genética que impede a reprodução das células da retina, levando o indivíduo à cegueira total em pouco mais de dez anos.


Lucas Maia abraçado à sua cadela, Annie: perseverança ajudou o repórter a superar obstáculos e a ingressar no concorrido mercado do jornalismo. Hoje, é repórter de política do "Estadão".Mesmo assim, foi selecionado em duas das mais exigentes "peneiras" do mundo jornalístico: passou, na primeira vez que tentou, na prova do Curso Abril e do Curso Estado de jornalismo. Uma vez que soube que teria a oportunidade de trabalhar na editoria de Política e Economia, sua favorita, Maia escolheu a redação do Estadão.


Descobertas – Durante o curso que o transportou para dentro do jornal, Maia e o diretor do Curso Intensivo de Jornalismo do Grupo Estado, Francisco Ornellas, fizeram um combinado. "Iríamos descobrir juntos quais adaptações e que tipo de auxílio eu iria precisar", diz o repórter. "Acabamos descobrindo que eu precisava de poucas adaptações", completa Maia.

O diretor cita as principais características do ex-aluno: "É um repórter irrepreensível, tanto no que diz respeito ao texto quanto à apuração. Mas, principalmente, a preparação que ele faz antes de ir para a pauta é algo de especial. Ele se prepara com muito mais cuidado do que os demais, seus sentidos são muito concentrados em examinar o mundo exterior: os cheiros, as dimensões, os elementos da paisagem, os personagens."
Um exemplo curioso citado por Ornellas: "Durante os três meses do curso, tivemos duas viagens: uma para o Rio Grande do Sul e outra para Rondônia, onde visitamos o Rio Madeira. No barco, perguntei a um grupo de estudantes qual era a largura média do rio, e nenhum soube me dizer. Cheguei para o Lucas, que estava sozinho, e fiz a ele a mesma pergunta. Ele me respondeu: 'Olha, no ponto em que estamos eu não sei, mas a média deve ser algo em torno de 1890 metros'".

Lucas não vê, mas enxerga. E muitas vezes melhor do que muitos de nós, acostumados somente a confiar – assim como Tomé – naquilo que nossos olhos testemunharam. "Certa vez, perguntei ao Lucas o que ele estava achando de São Paulo", diz Ornellas. "Ah, eu acho uma cidade muito bonita", afirmou, para espanto geral. "Achei lindo o bater de asas dos pássaros na Praça da Sé", disse o jovem ao professor.

"O Lucas tem uma alma leve e, muitas vezes, ele escolhia 'enxergar' o lado bom das coisas, que as outras pessoas não visualizariam", diz o diretor do curso Estado de jornalismo.

Sentidos – O próprio repórter analisa de maneira crítica os homens e sua "crença cega" na visão. "As pessoas acreditam piamente naquilo que veem, se esquecem do poder dos outros sentidos e se esquecem que a vista dá margem a ilusões. Outros sentidos, como o tato, são bem mais concretos", ensina.
E é o tato um dos principais aliados dele para 'enxergar' o mundo. "Eu quase não sonho com imagens; meus sonhos são cores, sensações. Mas quando sonho com imagens, é a materialização de algo que eu toquei e me sensibilizou", conta o jornalista.

Jornalismo – Atualmente, de acordo com o próprio Maia, ele tem apenas "visão de luz". Porém, nem sempre foi assim. Nasceu com pouca visão, algo em torno de 20% em cada olho. Contudo, seus pais optaram por alfabetizá-lo em escolas convencionais em Campos dos Goytacazes (RJ), sua cidade natal. Sempre irrequieto e comunicativo, prestou vestibular para Relações Internacionais, Filosofia e Psicologia. Entrou em Filosofia na UFRJ e detestou. Fez um semestre e largou o curso.
Menos de um ano depois já estava cursando jornalismo na PUC-Rio, convicto "desde o primeiro dia de aula" que era isso que queria fazer pelo resto da vida. Quando cursava o primeiro semestre do seu ano de graduação, resolveu vir para São Paulo prestar os cursos Abril, Folha e Estado de jornalismo.

Hoje em dia mora sozinho numa espécie de pensionato e flat no bairro da Pompeia, de onde toma o ônibus para ir para a redação de O Estado de S. Paulo, todos os dias. Seu apartamento, ao contrário do que poderiam pensar, não tem caracteres em Braille impressos na cozinha ou pontas aparadas nos móveis para não se machucar. "A única coisa que eu não posso ter no apartamento é uma mesinha de centro ou algo do gênero, no qual eu possa bater a canela", explica.

Computador – No trabalho também houve poucas adaptações. Maia usa um computador convencional, que necessita somente da instalação de um programa que dita para ele, por avisos sonoros, o que está na tela. Seu telefone celular funciona de maneira similar.

Seus entrevistados costumam estranhar quando percebem a deficiência do entrevistador. Porém, isso é um fato pouco frequente e rapidamente contornável por Maia, que usa o jogo de cintura e contorna a situação.

"Existe um estranhamento à primeira vista, mas até que eles (os entrevistados) disfarçam bem. Acho que a relação entre o repórter e o entrevistado exige um certo 'tomar de rédeas' por parte do primeiro. Não me sinto inferior nem me coloco como alguém passível de pena ou dó, e acho que meus entrevistados percebem isso", afirma.

Seu dia-a-dia é agitado: musculação três vezes por semana, francês e curso de economia, os dois últimos uma vez por semana. Isso além da vida na redação e, claro, sua vida social. Vai ao cinema com amigos, bares e até exposições.

"Adoro ir a exposições de arte. Acho que é um acontecimento cultural muito rico. Vou com amigos e colegas, de preferência com alguém que entenda de artes. Eles me falam o que está na tela e eu leio os textos de apresentação, que costumam ser bem explicativos".

Companheira – Seu maior acessório – e a mais fiel companheira – é Annie, uma cachorra mestiça de labrador com poodle de sete anos. Norte-americana, ela só responde a comandos em inglês, que o dono profere bem baixinho. Maia está com ela desde os dezoito, embora, explique, "somente deficientes visuais acima de dezesseis anos podem ter um cão-guia".

Annie vive para cuidar dele e, nesse sentido, a relação de um indivíduo cego com o seu cão-guia é de mutualismo, pois a responsabilidade do jornalista para com ela é enorme também.

"No início eu não confiava nela, nem ela em mim. Era um fardo porque éramos como dois estranhos que precisavam sempre estar alertas um com o outro", lembra. Ela pode, sim, como dito anteriormente, se "desgarrar", diz Maia.

"Porém, quando ela está com o arreio que a prende junto a mim, não podem nem brincar com ela, porque ela está a serviço", diz, reconhecendo em sua maior companheira uma de suas próprias características mais marcantes: o compromisso incondicional com a profissão.

Fonte: Diário do Comércio - Marcelo Marcondes - 2/5/2010

Você já deve ter ouvido inúmeras vezes os especialistas em motivação falarem que precisamos dar valor às pequenas coisas positivas que acontecem em nossa rotina. Mas você consegue perceber essas pequenas alegrias, merecedoras de um minuto de agradecimento do seu dia?

Pois bem. Não se sinta culpado caso sua resposta tenha sido um "não". Eu também dificilmente consigo perceber tais momentos. Mas ontem foi inevitável não reconhecer e agradecer que algo considerado do dia-a-dia era um presentinho dos céus.

Estava eu, alucinada com tantos prazos a cumprir, textos a entregar, mailings a montar..  e tive o prazer de conhecer uma banda que não conhecia: "Rosa de Saron". Explico: eu precisava redigir um texto sobre a coletiva de imprensa que eles farão nesta semana, durante um evento de um cliente e, para me inspirar, fui atrás de seus shows, no Youtube.
E que agradável surpresa!! Que voz, que músicas lindas! O trabalho e a correria deram lugar a uma sensação de tranquilidade, como se eu estivesse naquele palco, junto com a banda, ouvindo seus integrantes e apreciando aquele som maravilhoso.
Uma calma, uma paz tomaram conta de mim. E eu pude agradecer imensamente o senhorzinho bondoso lá do céu.

Vou postar um dos shows da banda. Espero que o vídeo passe a você a mesma energia positiva que passou pra mim!

 Quero recomendar a todos o livro "Em Sintonia com a Vida", da sensitiva Joana Misako Okoshi. São diversos textos que nos levam a refletir de que forma estamos levado a vida e encarando seus desafios. Adoro o formato do livro: diversos textos curtos, que devem ser lidos aleatoriamente. Antes de abrí-lo, mentalizamos sobre a nossa vida e, aí sim, lemos a mensagem escolhida por acaso. Posso dizer que são como pílulas diárias de motivação, que sempre nos trazem  uma nova forma de pensar sobre as situações vividas no cotidiano.

Conheço a Joana pessoalmente, porque já me consultei com ela, e digo que é uma pessoa muito iluminada. O livro é muito bacana e não poderia deixar de falar que foi fruto de muita dedicação, não só da Joana, mas da organizadora da obra - Kelly Nagaoka - pessoa super fofa, que tive o prazer de conhecer também. "Em Sintonia com a Vida" é aquele tipo de livro que você lê mil vezes o mesmo texto e sempre aprende algo novo. Um toque sutil, um puxão de orelha, um novo ponto de vista. Recomendo, muito.

Abaixo, alguns trechinhos para "degustação":

"Você é mais dedicado nos cuidados consigo ou com os outros? Somos muito eficientes no cuidado com as outras pessoas, até porque isso é muito mais fácil do que olharmos para as nossas próprias necessidades ou dificuldades, e tentarmos resolvê-las".

"Como você tem se relacionado com a vida ultimamente? Está sendo prazerosa e gratificante? Ou está sendo penosa e difícil? Você a vê como sua parceira com quem pode sempre contar, ou como uma inimiga com quem tem sempre que se previnir para não levar a pior?".

"Como você vem usando as suas forças? Elas podem estar direcionadas a seu favor, atraindo situações de realização, ou então, contra você, afastando aquelas coisas não desejadas, pois as suas forças atuam de acordo com as posturas que você assume".

(Do livro: Em Sintonia com a Vida, de Joana Misako Okoshi)

Vou ser sincera. Eu nunca havia prestado muita atenção nas músicas do grupo Chimarruts. Até que hoje, indo para o trabalho, comecei a reparar na letra desta música "Do lado de cá", que posto aqui. Adorei e acho que a mensagem que passa é uma lição de motivação.

Tem dias que acordamos achando que a vida está um tanto "cinza".. mas depende de nós continuarmos olhando-a dessa forma ou se passaremos a vê-la de uma maneira mais colorida. A decisão de mudar "de lado" está em nossas mãos, em nossas atitudes.


Recebi este texto por e-mail. Diz na mensagem que foi o vencededor de um concurso de redação para uma grande empresa do setor automotivo. Bom, se é verdade ou não, vale a pena ler e refletir sobre: o que é experiência?

Já fiz cosquinha na minha irmã pra ela parar de chorar.


Já me queimei brincando com vela.

Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto.

Já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.

Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista.

Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.

Já passei trote por telefone.

Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.

Já roubei beijo.

Já confundi sentimentos.

Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.

Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro.

Já me cortei fazendo a barba apressado.

Já chorei ouvindo música no ônibus.

Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que eram as mais difíceis de esquecer.

Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas.

Já subi em árvore pra roubar fruta.

Já caí da escada de bunda.

Já fiz juras eternas.

Já escrevi no muro da escola.

Já chorei sentado no chão do banheiro.

Já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.

Já corri pra não deixar alguém chorando.

Já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.

Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado.

Já me joguei na piscina sem vontade de voltar.

Já bebi uísque até sentir dormente os meus lábios.

Já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.

Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso.

Já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.

Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.

Já apostei em correr descalço na rua,

Já gritei de felicidade,

Já roubei rosas num enorme jardim.

Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um 'para sempre' pela metade.

Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol.

Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.

Foram tantas coisas feitas..

Tantos momentos fotografados pelas lentes da emoção e guardados num baú, chamado coração.



E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita:

'Qual sua experiência?' .

Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência.. ..experiência. ..

Será que ser 'plantador de sorrisos' é uma boa experiência?

Sonhos!!! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!

Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta: Experiência?

"Quem a tem, se a todo o momento tudo se renova?"

Um amigo estava me mostrando alguns quadros, desenhados e pintados por ele durante um curso de pintura. Em um primeiro momento, quem não o conhece, imagina que ele seja um artista e que viva de sua arte como profissão, tamanha a qualidade e beleza de seu trabalho.

Mas, ele é analista de sistemas, daqueles que trabalham engravatados. Como todo executivo, segue rotinas, cumpre obrigações, atende clientes 'in loco' e hoje mora no Uruguai, exatamente pela demanda profissional.
E aí é a graça da história: não conhecemos os talentos das pessoas que convivem conosco em nossa rotina. Quando eu descubro tais "artistas anônimos" eu fico impressionada com o dom que cada pessoa tem. Normalmente utilizamos nossos talentos como válvula de escape ao stress. Mas, será que não deveríamos olhar com mais atenção ao que julgamos apenas um hobby? Será que tais talentos não estão aí para nos mostrar que o nosso sucesso deve ser aliado à nossa satisfação pessoal? Claro que todos responderiam "sim" à minha pergunta. Mas, quantas pessoas que você conhece vivem, de fato, essa forma ideal de trabalho? (As imagens deste post são fotos tiradas dos quadros pintados pelo meu grande amigo Cássio Massao Murakami).


Hoje eu li uma notícia em um jornal - desses distribuídos gratuitamente nas ruas - sobre uma mulher que, não tendo como alugar um estabelecimento comercial pelo alto valor do aluguel, teve uma ideia que eu achei fantástica: ela comprou um desses microonibus antigos e o reformou totalmente, decorando-o de uma forma bem autêntica. O veículo virou uma lojinha ambulante, que fica - aos finais de semana, se não me engano - estacionado em uma esquina nos Jardins.

É incrível como deixamos de realizar certos sonhos porque nos damos vencidos por pequenos obstáculos. Muitas vezes não percebemos que essas pedras no nosso caminho são uma forma de estimular nossa criatividade para buscarmos diferenciais que podem nos dar uma certa projeção e, claro, o sucesso virá como consequência.

A alternativa encontrada por essa grande empreendedora é uma das mais originais que já vi em relação à concretização de um objetivo. E é com esse espírito inovador que devemos levar a nossa vida. Não apenas no profissional, mas especialmente em nossa incansável busca pela felicidade.

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