Não ter mais preocupações... isso era tudo o que eu queria neste momento!
Para alguns, tal objetivo é a coisa mais fácil de ser alcançada, apenas "desencanando", como as pessoas falam.
Eu sinceramente já tentei desencanar de tudo que me atormenta o sono, mas ainda não consegui alcançar tal estado de espírito. Sim, considero mesmo um estado de espírito, porque ser encanada com as coisas não é uma característica que possa ser mudada de um dia para outro. Ah, como seria bom se eu pudesse apertar um botãozinho dentro de mim, que me libertasse de tantas preocupações, questionamentos e de tanta responsabilidade! Uns chamam tal botãozinho de "foda-se". Desculpem o palavrão, mas há quem diga que tal ferramenta é maravilhosa para tirar as dores de cabeça, os pesos nas costas e o cansaço acumulado ao longo do dia.
Mas a verdade é que ainda não encontrei tal botãozinho dentro de mim. Talvez ele nem exista no meu ser. Mas continuarei falando pra mim mesma: "desencana!". Quem sabe um dia eu aprenda e consiga fazer com que o meu "eu" viva de forma mais leve, sem tantas cobranças internas..
Estou lendo o livro Nosso Lar, de Francisco Cândido Xavier, pelo espírito André Luiz. Na verdade, eu já havia lido este livro há um bom tempo, mas não sei por qual motivo minhas recordações se apagaram com o passar dos anos. Como haverá a estreia do filme "Nosso Lar" em setembro, estou relendo para resgatar alguma coisa da minha memória, que anda cada vez mais falha.
Para quem não sabe do que se trata, o livro aborda a "vida" no pós "morte". E, apesar de soar um pouco estranha essa ideia, o personagem principal, que é o "espírito André", fala sobre seus sentimentos e suas impressões do plano astral. Fala também de como é a organização do "outro lado da vida" e como as coisas funcionam. Mas uma parte que me chamou a atenção é quando os personagens falam sobre os casamentos na "Terra". Eis o trecho:
"... na fase atual evolutiva do planeta, existem na esfera carnal raríssimas uniões de almas gêmeas, reduzidos matrimônios de almas irmãs ou afins, e esmagadora percentagem de ligações de resgate. O maior número de casais humanos é constituído de verdadeiros forçados, sob algemas".
Talvez seja por isso que hoje em dia muitos casais não ficam mais de um ano casados. Será que as pessoas ainda se sentem pressionadas com a questão da idade? Ou será que casam pelo tormento da solidão?
Não sou nenhuma julgadora de casais, mas observo tantos que vivem nessa situação de "frieza", que é impossível não pensar: "Como será que eles conseguem conviver diariamente em uma relação tão distante como essa?". Outra pergunta que sempre me faço é: "Como será que suportam viver nessa vida sem amor, sem paixão, sem admiração, sem companheirismo, sem felicidade?".
Se existe alma gêmea, eu não sei. Mas algo que tenho muito claro dentro de mim é que casar não é uma brincadeira, dessas que a gente não dá a mínima importância e fala: "Ah, se não der certo, separa". E o pior é que essa opinião é a que mais ouço das pessoas noivas. A impressão desse comportamento que tem se tornado cada vez mais comum é que as pessoas passaram a dar menos importância pra elas mesmas. Afinal, tratar a vida pessoal com tanto descaso é simplesmente jogar fora o motivo da nossa existência: a busca pela nossa plena felicidade.
O coração é a parte mais importante do nosso organismo. E não é porque ele faz a limpeza do nosso sangue, não. Mas sim porque é dele que surgem todas as nossas emoções, que vão manter o equilíbrio da nossa vida em todos os aspectos, ou desequilibrá-la por completo.
E é interessante como a grande maioria das pessoas tem um coraçãozinho vazio e carente. E, por causa disso, sem perceber, passam a sofrer por términos de namoros, ficadas, enfim. O rompimento em si não é uma situação tão traumática quanto parece. É uma resolução de algo que não vai bem.
O que as pessoas precisam entender é que nunca um coração vazio e magoado pode ser "curado" pelos outros, a não ser por ele mesmo. Quando? Quando a própria pessoa se der conta que seu coração tem um brilho e um valor que nem ela mesma sabe.
E você, já olhou a fundo para o seu coraçãozinho?