Em um show, Renato Russo perguntou ao público:
- Alguém ai já sofreu por um amor verdadeiro?
A plateia respondeu:
-Já!!!
Reanto Russo disse:
- Errado, o amor verdadeiro nunca vai te fazer sofrer, pois quem ama cuida, não magoa e nem decepciona... Não busque pessoas perfeitas porque não somos... Busque apenas pessoas que te valorizam!
Concordo em partes com tudo isso. O amor verdadeiro também nos faz sofrer: sofrer de saudade, sofrer de preocupação com a pessoa amada, sofrer porque queremos, talvez, uma realidade que ainda não temos junto com quem amamos.
E também não é apenas a pessoa que nos valoriza que devemos buscar. O amor é muito mais do que isso. É alguém que vai preencher quase que - totalmente - os nossos pensamentos ao longo do dia. É alguém que vai nos fazer sentir um frio na barriga só de pensar em nos encontrarmos. É alguém que vai nos fazer ficar tristes quando tivermos que nos despedir. É alguém que nos faz ver com outros olhos uma noite estrelada. É alguém que nos inspira em noites de frio, aquecendo o nosso coração. É alguém que faz as horas passarem rapidamente quando estamos juntos, sem notarmos.
É alguém com quem gostamos de conversar horas e horas e só desligamos pelo horário e não por falta de assunto. É alguém que nos faz querer, cada dia mais, estar conosco a todo instante.
"Amor acontece. É espontâneo e enche a nossa vida de alegria, de razão para viver, de plenitude. Quando é recíproco, nos conduz à felicidade. Para merecê-lo, é preciso correr o risco". (Zíbia Gasparetto)Adoro essa citação, porque ela diz tudo em pouquíssimas palavras. E, divagando um pouco mais sobre o amor, eu completaria que, além de "espontâneo", é como a imagem que encontrei para ilustrar este post e achei perfeita para definí-lo: quando menos esperamos, o amor está pronto para "despertar dentro de nós" uma chama que, quando acesa, incendia todos os nossos sentimentos.
É incrível como estamos todos conectados em uma mesma rede. Apesar de evitar qualquer modismo de época, é impossível não perceber a forma extraordinária como as coisas acontecem de forma "conectada".
Estamos todos ligados e interligados indiretamente. E aí que está o grande fascínio que é a vida. Quando menos esperamos, encontramos e conhecemos pessoas que vão - sem percebermos - nos ajudar em nosso caminho. Muitas vezes não entendemos o motivo de algumas situações acontecerem, mas eu tenho a absoluta certeza de que nada é por acaso. Às vezes, sem nos darmos conta, é o Universo "colocando" sua mãozinha para que tudo funcione corretamente, que é, no final das contas, o melhor pra nós.
Porém, para que isso aconteça e possa fluir, temos que nos desapegar também das "pecinhas" que andam atrapalhando tal rede. Precisamos, muitas vezes, simplesmente jogá-las fora ou substituí-las por "pecinhas" melhores, aliás, bem melhores. E assim, a vida flui e vamos nos conectando e nos desconectando... desconectando e conectando à grande rede, que é a vida.
Fiquei surpresa ao ver um texto no site da revista Época com o título "Alguém especial", do jornalista Ivan Martins. Surpresa porque comprova uma observação que tenho feito há anos sobre a insatisfação das pessoas em relação ao "par ideal", mesmo sabendo que a moda do momento é curtir a vida até esse "alguém especial" aparecer.
Seria simples se o fato de encontrar esse tal alguém não fosse uma missão quase impossível nos dias de hoje. Impossível porque nessa curtição desenfreada em que as pessoas estão vivendo, tentanto separar e isolar seus sentimentos, a coisa mais difícil que tem acontecido é a entrega verdadeira do coração para a chegada da tal pessoa. "E se não for? E se eu sofrer? E se...". E aí a oportunidade de conhecer 'alguém especial' já passou.
Digo, por experiência própria, que curtir adoidado enquanto se espera a chegada da tal pessoa, é, de longe, uma atitude inteligente. Nos enganamos, acreditamos que conseguimos separar a curtição dos sentimentos. Porém, esquecemos que a tal curtição que as pessoas falam camufla alguns sentimentos perigosos, que podem nos empurrar para armadilhas do próprio coração: carência, medo de se sentir sozinho, insegurança e baixa autoestima. Esses são os principais vilões que nos fazem agir dessa forma: "curtindo a vida adoidado" com quem não agrega nada em nossa vida e, provavelmente, também nos enxerga apenas como um passatempo.
E se enquanto estivermos na tal curtição aparecer a suposta pessoa especial e ela acreditar que nosso coração já está ocupado por alguém, mesmo que esse alguém não signifique nada - absolutamente nada - pra gente? Pois bem, lá se foi novamente uma grande oportunidade. Por isso pergunto a você: vale a pena curtir a vida dessa forma, ficando com várias pessoas, fingindo que não sentimos nada pelo outro, enquanto se espera pelo 'alguém especial'? Mais do que nunca, eu chego à conclusão que, realmente, não vale a pena.
Esses dias nublados têm me deixado um tanto pensativa. Tenho preferido ficar sozinha no meu canto a sair para a gandaia com os amigos. E, como na minha vida meus momentos sempre têm trilha sonora, vou postar a música que tem sido minha companheira neste período de encontro meu comigo mesma.
E se você está lendo este post, não tente entender qual a relação entre a música e o meu momento. Eu também não sei a resposta, mas talvez o 'não desistir', que é abordado na música, tem servido de inspiração para eu não deixar de lutar pelos meus sonhos, em todos os sentidos. É isso.
Esse friozinho tem me deixado um tanto introspectiva. E, o pior: mais pensativa do que nunca. Ando analisando muito a vida e as direções para onde ela nos leva, a partir de tantas queixas que tenho ouvido das pessoas próximas a mim. A impressão que eu tenho é que há um enorme descompasso na vida de todos em relação ao amor. Parece uma espécie de epidemia generalizada de um contentamento descontente, já dizia o grande poeta Luís de Camões.
Corações partidos, corações insatisfeitos, corações sofridos, corações solitários, corações medrosos. O que está acontecendo com as pessoas, pergunto eu ao Universo. Por que há tantos desencontros, se a vida é feita de encontros, como dizia Vinícius de Moraes? Será que a nossa busca é que está errada?
Será que as expectativas das pessoas estão altas demais e não estão em equilíbrio com o que, de fato, seria a felicidade? Minhas perguntas sem respostas me angustiam bastante. O enigma da vida e o caos da humanidade também me incomodam. Afinal, estou inserida nesse mundo e às vezes - juro - tenho vontade de gritar aos céus: "Parem o mundo que eu quero descer, de verdade!!". Cansei dessa brincadeira e vejo que as pessoas que ainda estão jogando, jogam errado. Como se a vida fosse isso: um tabuleiro com pecinhas a serem comandadas. Mas não é..
E aí o mundo continua nesse encontro e desencontro insano... e as pessoas continuam em busca de sua felicidade infeliz, de forma assim.. desordenada.
Em meio às minhas reflexões sobre a vida e sobre o meu caminho, lembrei de uma música da ex-dupla Sandy & Junior: "Olha o que o amor me faz". Eu nunca havia prestado atenção na letra e hoje ela veio nítida em minha mente. Como se eu pudesse pará-la no rádio invisível do meu subconsciente e pudesse analisar frase por frase. E eu analisaria da seguinte forma tais insights: talvez seja a nossa eterna insegurança em amarmos e sermos amados. Talvez seja a insegurança de experiências negativas já vividas. Talvez, seja o início de uma linda história. Talvez sim, talvez não.
Cada vez mais eu chego à conclusão de que em um futuro próximo seremos uma população de solteiros. E a insegurança é e será a grande vilã desse novo cenário que acredito que será concretizado em breve. É impressionante como, por medo, deixamos de investir em alguém legal. E cansei de ouvir das pessoas - e de diversas idades - que quando começam a notar que estão se envolvendo, sentindo que estão se apaixonando, aí decidem "cair fora" da relação.
Parece um tanto ilógico e até burrice - eu diria - porém, acredito que grande parte das pessoas nem sabe que o "jeito desencanado" é, na verdade, autoproteção. Medo de sofrer, medo de vivenciarem momentos difíceis no passado. Mas, eu pergunto: e aí, vai deixar uma oportunidade bacana passar pela sua vida, como um punhado de areia que escorre das nossas mãos quando uma ventania nos pega de surpresa?
Por que as pessoas fogem tanto do sentimento mais lindo que existe, que é sentir o amor? Por que será que não nos permitimos amar uns aos outros? Que poder é esse que a insegurança tem de bloquear a nossa razão de viver aqui na Terra?
É impressionante como vivemos decepcionados com a vida. A todo momento ficamos chateados com diversas situações: a espera de um telefonema, de um sms, uma mensagem, um e-mail. Esperamos determinadas atitudes e comportamentos dos outros.
Resultado? Frustração atrás de frustração e, claro, ficamos tristes, aliás, muito tristes, quase deprimidos. E será que aí não está a chave da questão? Será que ter expectativas não é o que tem causado tamanho sofrimento? Esperamos demais das pessoas. Esperamos atitudes que julgamos as corretas, quando não compreendemos que cada um tem sua forma de agir e de expressar suas vontades e sentimentos. Esperamos atenção e carinho, quando não nos damos conta que nós é que estamos carentes demais. Esperamos respeito, quando nós mesmos nem nos respeitamos. Esperamos amor, quando nem amor próprio temos...
Percebeu como estamos a todo momento julgando as pessoas e suas atitudes? Criticamos, desenfreadamente, tal pessoa, porque agiu de determinada forma. E não adianta você falar que não faz isso, que tenho certeza que não existe ninguém no mundo que não tenha tal senso crítico em relação aos outros.
E, na minha opinião, toda crítica mexe com a gente. Não por insegurança, mas, por mais que você seja uma pessoa confiante e segura de si mesma, você vai refletir sobre as críticas recebidas e analisá-las. Já ouvi falar também que todo julgamento tem por trás a teoria do espelho: criticamos algo que nos incomoda ou algo que também é nossa característica.
Concordo em partes com essa ideia, porque ela não leva em conta um item que acredito ser extremamente importante: ignorância. Muitas vezes criticamos por falta de conhecimento da real situação pela qual vive cada pessoa. E, claro, sem estarmos, de fato, vivenciando tais dificuldades, julgar é algo bem mais simples do que o "entender, compreender".
E, partindo desse princípio que as pessoas criticam e julgam por pura ignorância, e considerando que eu sou o tipo de pessoa que sempre se coloca no lugar do outro para entendê-lo e não magoá-lo, quando recebo uma crítica sempre penso em esclarecer quem a faz. E é por isso que a crítica mexe pelo menos comigo. Mas, nesses tempos de reflexão, cheguei à conclusão de que o mais importante de tudo isso é saber o que priorizar: se é esclarecer quem nos critica e nos julga sem fundamentos ou se é simplesmente deixar para lá e ver que há certas coisas que não valem a pena, não valem um minuto do nosso dia. E é esta opção que eu tenho adotado como filosofia de vida.
Ontem um querido amigo me mostrou um vídeo sobre uma história (pasmem!) verídica: um casal, que tinha tudo para ser feliz, com casamento marcado. Porém, um pouco antes do dia tão sonhado, o destino resolveu mudar o rumo da felicidade: a noiva sofreu um acidente de carro e entrou em coma.
Mesmo os médicos falando que ela não sairia daquela situação, o noivo não desistiu do seu amor e da sua fé. Não deixou de acreditar que ela acordaria.. e acordou. Mesmo a medicina falando que ela não mais andaria, hoje ela dá alguns passos. Com dificuldades, ela conta com a ajuda do noivo, que em momento algum a abandonou, pelo contrário. Esteve sempre ao seu lado e está até hoje, confiante de que ela voltará a se movimentar e a ter uma vida normal, como a que tinham antes do acidente.
Seu nome é Chris Medina e sua noiva, Juliana. Ele participou recentemente do programa American Idol e não foi apenas sua voz que surpreendeu os jurados (Jennifer Lopez e Steven Tyler), mas principalmente sua história. E se você se emocionar ao ver os vídeos que postei abaixo, deixe a emoção falar mais alto, porque é impossível não chorar.
E eu diria que esse amor - que vem do fundo da alma, até mesmo de outras vidas - é o verdadeiro sentimento que chamamos de amor incondicional. É lindo e muito difícil de existir hoje em dia. Mas capaz de superar qualquer situação, simplesmente porque transcende qualquer dor, qualquer sofrimento. Vem de uma esfera que não conhecemos, de um plano tão mais superior que chega a ser um sentimento tão divino que foge da nossa singela compreensão...
Falar sobre o casamento do príncipe William com Kate Middleton pode parecer um clichê, uma vez que toda a mídia não fala de outra coisa a não ser da união da realeza britânica.
Porém, eu não poderia deixar de comentar sobre uma das coisas que mais me chamou a atenção nesse "evento" pomposo: o verdadeiro sentimento de amor entre eles. Você deve estar pensando: óh, que coisa mais piegas ou típica de adolescentes que acreditam em contos de fadas.
Mas, se analisarmos o comportamento de ambos, é notório que o amor é recíproco e, o mais bonito de tudo isso: aparentemente sem interesses materiais por trás de toda essa união (digo aparentemente porque também não posso ter certeza dos sentimentos e pensamentos do casal). E é uma sintonia que, com certeza, dificilmente se observa nos casamentos que acontecem hoje em dia. E não estou falando de uniões pomposas como a da família britânica, não. Basta olharmos a realidade à nossa volta para percebermos o quanto é difícil vermos trocas de olhares apaixonados entre os casais ou mesmo uma relação bacana, que mostre o quanto ambos têm afinidades, tornando-os, de fato, um casal.
E o mais curioso é que hoje em dia, ouço pessoas dizendo que estão em busca de um amor verdadeiro, apaixonado, de almas gêmeas - se é que elas existem. Mas, as mesmas que desabafam sobre as dificuldades de tal busca, são as que mais agem de forma contraditória. Permanecem em relacionamentos sem futuro, onde até mesmo o respeito já se esvaiu; acabam traindo seus companheiros (as), não demonstram nem carinho com o parceiro que a relação vira quase que uma guerra incessante dos sexos.
E ver tudo isso é, na minha opinião, algo muito triste . É como se as pessoas não acreditassem mais no amor verdadeiro e não dessem a mínima importância aos seus mais puros e íntimos sentimentos de querer amar e ser amado. É por isso que o casamento do príncipe Willian deveria servir de exemplo para todos de que o amor verdadeiro existe, sem dúvidas. Mas, antes de mais nada, precisamos acreditar. Acreditar que pessoas de valores ainda existem e também estão em busca de uma companhia séria e bacana. E, principalmente, acreditar que contos de fadas podem acontecer com a gente também, desde que nossos corações estejam abertos e receptivos ao amor.
Neste final de semana fui ver a peça teatral "Filhos do Brasil MIX", da Oficina dos Menestreis. Para quem não conhece o grupo (http://www.oficinadosmenestreis.com.br/), vale a pena ver, pelo menos, uma vez. As peças são encenadas - em sua grande maioria - por pessoas portadoras de necessidades especiais - cadeirantes, cegos, entre outros. Mais do que uma lição de vida, a apresentação proporciona uma profunda reflexão interna.
Em apenas uma hora e meia de espetáculo, é possível viajar por todos os seus conceitos e `pré-conceitos` estabelecidos por toda a sua vida. Não porque você mesmo quis estabelecê-los, mas porque a própria sociedade nos educa de tal forma que passamos a ter uma visão pré-concebida de tudo.
E digo mais: a apresentação nos leva a viajar no passado, a relembrar certas cenas, a pensar em nossos próprios comportamentos e atitudes que teimamos em não mudar. Não por falta de força de vontade, mas por medo, por timidez, por orgulho. Ou, simplesmente, porque somos "bobos". Sim, somos bobos demais por não conseguirmos quebrar certas barreiras que foram construídas ao longo de anos.
Por não conseguirmos deixar a emoção falar mais alto quando ela tem que falar. Por sempre estarmos "engolindo" um choro, um sorriso, um "muito obrigado" ou um simples "desculpe, me perdoe".
E assim saí da peça - pensativa, reflexiva. Arrependida por não conseguir mudar tanta coisa que já aconteceu, mas que poderia ter sido diferente e que ainda não superei. E aí que está: todos os atores ali presentes nos ensinam exatamente isso: a superação de um problema físico, que, com certeza, deve ter sido - e ainda ser - algo extremamente dificil de lidar. Então, penso comigo: se eles superaram, por que nós, que não temos nenhum problema nem de longe similar, não conseguimos superar algumas questões de forma mais fácil? E a reflexão continua...
Todos nós somos merecedores de todas as coisas maravilhosas que a vida nos proporciona. Por isso, recomendo - e muito! - esta oração do merecimento.
ORAÇÃO DO MERECIMENTO
Sou merecedor. Mereço tudo o que é bom.
Não uma parte, não um pouquinho, mas tudo o que é bom.
Agora me afasto de todos os pensamentos negativos, restritivos.
Liberto e deixo ir todas as minhas limitações.
Em minha mente, sou livre.
Agora me transporto para um novo espaço de consciência,
onde estou disposto a me ver de maneira diferente.
Estou decidido a criar novos pensamentos
sobre mim mesmo e minha vida.
Meu modo de pensar torna-se uma nova experiência.
Eu agora sei e afirmo que sou uno com
o Poder de Prosperidade do Universo.
Assim, prospero de inúmeras maneiras.
Está diante de mim a totalidade das possibilidades.
Mereço vida, uma boa vida.
Mereço amor, uma abundância de amor.
Mereço boa saúde.
Mereço viver com conforto e prosperar.
Mereço alegria e felicidade.
Mereço a liberdade de ser tudo o que posso ser.
Mereço mais do que isso. Mereço tudo o que é bom.
O Universo está mais do que disposto a manifestar minhas novas crenças.
Aceito essa vida abundante com alegria, prazer e gratidão, pois sou merecedor.
Eu a aceito; sei que é verdadeira.
Sou grato a Deus por todas as bênçãos que recebo.
Porque eu mereço!!!
Dedico este texto, que foi publicado na revista do Jornal O Globo, a todas as mulheres.
'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros..
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias..
Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'
(Martha Medeiros - Jornalista e escritora)
Você tem reclamado muito sobre a sua vida? Leia então a história do repórter Lucas Maia, 24 anos, do jornal O Estado de S.Paulo. A matéria é longa, mas vale a pena, garanto.
Quando só o faro basta para ser um bom repórter
Uma das características do jornalista é a capacidade de observar os fatos para visualizar o que é notícia. Essa capacidade Lucas Maia, de 24 anos, repórter de O Estado de S. Paulo, não dispõe. Pelo menos fisicamente. Maia nasceu com a Síndrome de Leber, rara doença genética que impede a reprodução das células da retina, levando o indivíduo à cegueira total em pouco mais de dez anos.
Lucas Maia abraçado à sua cadela, Annie: perseverança ajudou o repórter a superar obstáculos e a ingressar no concorrido mercado do jornalismo. Hoje, é repórter de política do "Estadão".Mesmo assim, foi selecionado em duas das mais exigentes "peneiras" do mundo jornalístico: passou, na primeira vez que tentou, na prova do Curso Abril e do Curso Estado de jornalismo. Uma vez que soube que teria a oportunidade de trabalhar na editoria de Política e Economia, sua favorita, Maia escolheu a redação do Estadão.
Descobertas – Durante o curso que o transportou para dentro do jornal, Maia e o diretor do Curso Intensivo de Jornalismo do Grupo Estado, Francisco Ornellas, fizeram um combinado. "Iríamos descobrir juntos quais adaptações e que tipo de auxílio eu iria precisar", diz o repórter. "Acabamos descobrindo que eu precisava de poucas adaptações", completa Maia.
O diretor cita as principais características do ex-aluno: "É um repórter irrepreensível, tanto no que diz respeito ao texto quanto à apuração. Mas, principalmente, a preparação que ele faz antes de ir para a pauta é algo de especial. Ele se prepara com muito mais cuidado do que os demais, seus sentidos são muito concentrados em examinar o mundo exterior: os cheiros, as dimensões, os elementos da paisagem, os personagens."
Um exemplo curioso citado por Ornellas: "Durante os três meses do curso, tivemos duas viagens: uma para o Rio Grande do Sul e outra para Rondônia, onde visitamos o Rio Madeira. No barco, perguntei a um grupo de estudantes qual era a largura média do rio, e nenhum soube me dizer. Cheguei para o Lucas, que estava sozinho, e fiz a ele a mesma pergunta. Ele me respondeu: 'Olha, no ponto em que estamos eu não sei, mas a média deve ser algo em torno de 1890 metros'".
Lucas não vê, mas enxerga. E muitas vezes melhor do que muitos de nós, acostumados somente a confiar – assim como Tomé – naquilo que nossos olhos testemunharam. "Certa vez, perguntei ao Lucas o que ele estava achando de São Paulo", diz Ornellas. "Ah, eu acho uma cidade muito bonita", afirmou, para espanto geral. "Achei lindo o bater de asas dos pássaros na Praça da Sé", disse o jovem ao professor.
"O Lucas tem uma alma leve e, muitas vezes, ele escolhia 'enxergar' o lado bom das coisas, que as outras pessoas não visualizariam", diz o diretor do curso Estado de jornalismo.
Sentidos – O próprio repórter analisa de maneira crítica os homens e sua "crença cega" na visão. "As pessoas acreditam piamente naquilo que veem, se esquecem do poder dos outros sentidos e se esquecem que a vista dá margem a ilusões. Outros sentidos, como o tato, são bem mais concretos", ensina.
E é o tato um dos principais aliados dele para 'enxergar' o mundo. "Eu quase não sonho com imagens; meus sonhos são cores, sensações. Mas quando sonho com imagens, é a materialização de algo que eu toquei e me sensibilizou", conta o jornalista.
Jornalismo – Atualmente, de acordo com o próprio Maia, ele tem apenas "visão de luz". Porém, nem sempre foi assim. Nasceu com pouca visão, algo em torno de 20% em cada olho. Contudo, seus pais optaram por alfabetizá-lo em escolas convencionais em Campos dos Goytacazes (RJ), sua cidade natal. Sempre irrequieto e comunicativo, prestou vestibular para Relações Internacionais, Filosofia e Psicologia. Entrou em Filosofia na UFRJ e detestou. Fez um semestre e largou o curso.
Menos de um ano depois já estava cursando jornalismo na PUC-Rio, convicto "desde o primeiro dia de aula" que era isso que queria fazer pelo resto da vida. Quando cursava o primeiro semestre do seu ano de graduação, resolveu vir para São Paulo prestar os cursos Abril, Folha e Estado de jornalismo.
Hoje em dia mora sozinho numa espécie de pensionato e flat no bairro da Pompeia, de onde toma o ônibus para ir para a redação de O Estado de S. Paulo, todos os dias. Seu apartamento, ao contrário do que poderiam pensar, não tem caracteres em Braille impressos na cozinha ou pontas aparadas nos móveis para não se machucar. "A única coisa que eu não posso ter no apartamento é uma mesinha de centro ou algo do gênero, no qual eu possa bater a canela", explica.
Computador – No trabalho também houve poucas adaptações. Maia usa um computador convencional, que necessita somente da instalação de um programa que dita para ele, por avisos sonoros, o que está na tela. Seu telefone celular funciona de maneira similar.
Seus entrevistados costumam estranhar quando percebem a deficiência do entrevistador. Porém, isso é um fato pouco frequente e rapidamente contornável por Maia, que usa o jogo de cintura e contorna a situação.
"Existe um estranhamento à primeira vista, mas até que eles (os entrevistados) disfarçam bem. Acho que a relação entre o repórter e o entrevistado exige um certo 'tomar de rédeas' por parte do primeiro. Não me sinto inferior nem me coloco como alguém passível de pena ou dó, e acho que meus entrevistados percebem isso", afirma.
Seu dia-a-dia é agitado: musculação três vezes por semana, francês e curso de economia, os dois últimos uma vez por semana. Isso além da vida na redação e, claro, sua vida social. Vai ao cinema com amigos, bares e até exposições.
"Adoro ir a exposições de arte. Acho que é um acontecimento cultural muito rico. Vou com amigos e colegas, de preferência com alguém que entenda de artes. Eles me falam o que está na tela e eu leio os textos de apresentação, que costumam ser bem explicativos".
Companheira – Seu maior acessório – e a mais fiel companheira – é Annie, uma cachorra mestiça de labrador com poodle de sete anos. Norte-americana, ela só responde a comandos em inglês, que o dono profere bem baixinho. Maia está com ela desde os dezoito, embora, explique, "somente deficientes visuais acima de dezesseis anos podem ter um cão-guia".
Annie vive para cuidar dele e, nesse sentido, a relação de um indivíduo cego com o seu cão-guia é de mutualismo, pois a responsabilidade do jornalista para com ela é enorme também.
"No início eu não confiava nela, nem ela em mim. Era um fardo porque éramos como dois estranhos que precisavam sempre estar alertas um com o outro", lembra. Ela pode, sim, como dito anteriormente, se "desgarrar", diz Maia.
"Porém, quando ela está com o arreio que a prende junto a mim, não podem nem brincar com ela, porque ela está a serviço", diz, reconhecendo em sua maior companheira uma de suas próprias características mais marcantes: o compromisso incondicional com a profissão.
Fonte: Diário do Comércio - Marcelo Marcondes - 2/5/2010
Quero recomendar a todos o livro "Em Sintonia com a Vida", da sensitiva Joana Misako Okoshi. São diversos textos que nos levam a refletir de que forma estamos levado a vida e encarando seus desafios. Adoro o formato do livro: diversos textos curtos, que devem ser lidos aleatoriamente. Antes de abrí-lo, mentalizamos sobre a nossa vida e, aí sim, lemos a mensagem escolhida por acaso. Posso dizer que são como pílulas diárias de motivação, que sempre nos trazem uma nova forma de pensar sobre as situações vividas no cotidiano.
Conheço a Joana pessoalmente, porque já me consultei com ela, e digo que é uma pessoa muito iluminada. O livro é muito bacana e não poderia deixar de falar que foi fruto de muita dedicação, não só da Joana, mas da organizadora da obra - Kelly Nagaoka - pessoa super fofa, que tive o prazer de conhecer também. "Em Sintonia com a Vida" é aquele tipo de livro que você lê mil vezes o mesmo texto e sempre aprende algo novo. Um toque sutil, um puxão de orelha, um novo ponto de vista. Recomendo, muito.
Abaixo, alguns trechinhos para "degustação":
"Você é mais dedicado nos cuidados consigo ou com os outros? Somos muito eficientes no cuidado com as outras pessoas, até porque isso é muito mais fácil do que olharmos para as nossas próprias necessidades ou dificuldades, e tentarmos resolvê-las".
"Como você tem se relacionado com a vida ultimamente? Está sendo prazerosa e gratificante? Ou está sendo penosa e difícil? Você a vê como sua parceira com quem pode sempre contar, ou como uma inimiga com quem tem sempre que se previnir para não levar a pior?".
"Como você vem usando as suas forças? Elas podem estar direcionadas a seu favor, atraindo situações de realização, ou então, contra você, afastando aquelas coisas não desejadas, pois as suas forças atuam de acordo com as posturas que você assume".
(Do livro: Em Sintonia com a Vida, de Joana Misako Okoshi)
Dezembro sempre nos traz uma reflexão sobre nossas conquistas, nossas derrotas, nossas alegrias e nossas dificuldades enfrentadas ao longo do ano. Mas, esquecemos de analisar o quanto estamos, de fato, "vivendo". Recebi um artigo por e-mail e que tem tudo a ver com o assunto. Proponho a vocês analisarem o quanto que vocês viveram 2010 com a "agenda cheia, mas com o coração vazio".
Agenda cheia, coração vazio. É assim que muitas pessoas se sentem nestes dias tão tumultuados, com uma pauta imensa de obrigações como reuniões, congressos, e-mails a ser encaminhados/respondidos, contas e mais contas a pagar.
Mas será mesmo que os assuntos que tomam todo o nosso dia e levam o nosso vigor, deixando-nos exaustos, são mesmos indispensáveis ao nosso bem-estar? Para responder a isso é necessário responder primeiro o que realmente nos proporciona o conforto, a satisfação e a paz.
Prioridades. Esta é a palavra-chave para aqueles que não têm mais tempo para aproveitar o dia ou, ainda, aproveitar enquanto é dia e a luz ainda está a brilhar, mesmo que muitos não tenham tempo para nem sequer perceber isso.
Os dias e os anos passam em velocidade muito maior que a de anos atrás, alguns podem pensar. Porém, acredito que não é o tempo que está correndo e, sim, nós mesmos. Somos nós que quando resolvemos tirar o pé do acelerador, já não temos mais nenhuma energia para direcioná-la em momentos que nos conduzirão, realmente, à plenitude do sucesso.
Ao me referir ao pleno sucesso, estou dizendo que o sucesso só será completo se lançarmos sobre a vida um olhar mais amplo, que contemple tanto o lado do sucesso profissional quanto o sucesso pessoal e familiar.
Pessoas que vivem numa busca enlouquecida pelo sucesso na carreira, mas não dispensam o devido cuidado com a saúde física e emocional, incluindo a construção de laços afetivos, por exemplo, estão buscando o sucesso apenas numa área da vida, esquecendo-se de outras que são fundamentais para sermos realmente felizes.
É como um carro indo na contramão. Os motoristas de outros veículos buzinam num sinal de alerta, dizendo que ali não é a direção certa, mas disso até uma mudança de atitude/direção muita coisa pode acontecer e, não se tomando as devidas providências, o resultado desta viagem insana pode ser fatal.
Conheço algumas pessoas que chegaram à velhice com uma confortável aposentadoria, resultado de árdua dedicação ao trabalho, mas ao olharem do lado não veem ninguém. Estão sozinhas, não tiveram tempo em suas agendas para construir bases sólidas para as suas vidas.
Nossa vida é curta demais para vivermos todas as experiências de todas as pessoas. Por isso, é importante olharmos do lado e atentarmos para a experiência daqueles que já viveram situações que, possivelmente, nós não teremos chances de viver.
Ouvi alguém dizendo que só nos damos conta de que aquilo que fazíamos era errado quando não temos mais chances de mudar mais nada. Resta-nos a sabedoria de aprendermos com o outro, enquanto ainda há tempo para mudar nosso modo de ver o mundo e repensar nossa lista de prioridades.
Nosso trabalho precisa de dedicação, mas de forma alguma esta dedicação precisa ou deve ser integral. Dedique-se ao planejamento sábio, visando todas as áreas de sua vida. Se for preciso, acorde ou durma mais cedo. Passeie com seu filho, brinque com ele, vocês dois se recordarão destes momentos algum dia.
Saia de férias, descanse até mais tarde para repor suas energias. Se achar que não tem tempo, comece a pensar que todos nós temos as mesmas 24 horas no dia. Ninguém, afortunado ou não, tem 25. Se algumas (poucas) pessoas conseguem dedicar-se à família, ao trabalho e a si próprias, nós também conseguiremos. O que nos diferencia é, basicamente, a forma como organizamos nossos dias e nossas vidas. Pense em maneiras de aproveitar o dia, sem deixar a luz da esperança e do amor se apagar.
Hoje eu queria fazer um único agradecimento a Deus, ou ao senhor que cuida de nós lá do astral, ou seja lá como ele se chame. Mas queria de coração agradecer pelos meus amigos queridos.
Muitos não sabem o quanto me fazem bem, o quanto me ajudam nos momentos que mais preciso. Muitos demonstram em seus gestos o carinho que têm por mim, outros demonstram com atitudes.
Mas não importa o meio utilizado para demonstrarem esse sentimento tão bonito: a amizade sincera. Você deve estar pensando que ando sentimental. Pode até ser, mas como dificilmente agradecemos pelas coisas boas de nossas vidas, acho que agradecer as amizades que me rodeiam é um passo importante. E eu sou muito grata aos meus amigos, que, sem eles notarem, me ajudam muito em todos os aspectos da minha vida.
