Em um show, Renato Russo perguntou ao público:
- Alguém ai já sofreu por um amor verdadeiro?
A plateia respondeu:
-Já!!!
Reanto Russo disse:
- Errado, o amor verdadeiro nunca vai te fazer sofrer, pois quem ama cuida, não magoa e nem decepciona... Não busque pessoas perfeitas porque não somos... Busque apenas pessoas que te valorizam!
Concordo em partes com tudo isso. O amor verdadeiro também nos faz sofrer: sofrer de saudade, sofrer de preocupação com a pessoa amada, sofrer porque queremos, talvez, uma realidade que ainda não temos junto com quem amamos.
E também não é apenas a pessoa que nos valoriza que devemos buscar. O amor é muito mais do que isso. É alguém que vai preencher quase que - totalmente - os nossos pensamentos ao longo do dia. É alguém que vai nos fazer sentir um frio na barriga só de pensar em nos encontrarmos. É alguém que vai nos fazer ficar tristes quando tivermos que nos despedir. É alguém que nos faz ver com outros olhos uma noite estrelada. É alguém que nos inspira em noites de frio, aquecendo o nosso coração. É alguém que faz as horas passarem rapidamente quando estamos juntos, sem notarmos.
É alguém com quem gostamos de conversar horas e horas e só desligamos pelo horário e não por falta de assunto. É alguém que nos faz querer, cada dia mais, estar conosco a todo instante.
"Amor acontece. É espontâneo e enche a nossa vida de alegria, de razão para viver, de plenitude. Quando é recíproco, nos conduz à felicidade. Para merecê-lo, é preciso correr o risco". (Zíbia Gasparetto)Adoro essa citação, porque ela diz tudo em pouquíssimas palavras. E, divagando um pouco mais sobre o amor, eu completaria que, além de "espontâneo", é como a imagem que encontrei para ilustrar este post e achei perfeita para definí-lo: quando menos esperamos, o amor está pronto para "despertar dentro de nós" uma chama que, quando acesa, incendia todos os nossos sentimentos.
Oitenta e um anos de casados. Dá pra imaginar comemorar tanto tempo de união? Pois bem, esse tempo é chamado de Bodas de Cacau e, por incrível que pareça, a produção do programa da Xuxa encontrou um casal que estava completando esse tempo de casados. Quer dizer, a história foi enviada à produção por alguma neta ou sobrinha do casal - não lembro ao certo.
Confesso que me emocionei ao ver a reportagem da senhora Saturnina Vargas, 98 anos, e de seu Manoel Vargas, 99. Exemplo puro de amor incondicional e que não desgasta com o tempo. Não se vai pela rotina do casal e não morre pelos anos passados. Ambos, em cadeiras de rodas, sempre de mãos dadas, é a coisa mais bonita de se ver. Chorei horrores quando o senhor Manoel fala à Xuxa que não sabe viver sem dona Saturnina e, com lágrimas nos olhos, diz que quer que Deus os leve assim, juntos, porque ele não vai aguentar a separação. Me diz, quem não se emocionaria ao ver uma cena dessas?
Ainda mais nos tempos de hoje, em que está difícil de ver o amor incondicional de verdade. Não aquele de fachada e que, em segundos, some como o vento passando entre as flores. A história de dona Saturnina e seu Manoel é tão linda que vou levar sempre comigo como exemplo a ser seguido. Exemplo de que, com amor verdadeiro, é possível sim viver anos, décadas de união feliz, de verdade.
Em meio às minhas reflexões sobre a vida e sobre o meu caminho, lembrei de uma música da ex-dupla Sandy & Junior: "Olha o que o amor me faz". Eu nunca havia prestado atenção na letra e hoje ela veio nítida em minha mente. Como se eu pudesse pará-la no rádio invisível do meu subconsciente e pudesse analisar frase por frase. E eu analisaria da seguinte forma tais insights: talvez seja a nossa eterna insegurança em amarmos e sermos amados. Talvez seja a insegurança de experiências negativas já vividas. Talvez, seja o início de uma linda história. Talvez sim, talvez não.
Ontem um querido amigo me mostrou um vídeo sobre uma história (pasmem!) verídica: um casal, que tinha tudo para ser feliz, com casamento marcado. Porém, um pouco antes do dia tão sonhado, o destino resolveu mudar o rumo da felicidade: a noiva sofreu um acidente de carro e entrou em coma.
Mesmo os médicos falando que ela não sairia daquela situação, o noivo não desistiu do seu amor e da sua fé. Não deixou de acreditar que ela acordaria.. e acordou. Mesmo a medicina falando que ela não mais andaria, hoje ela dá alguns passos. Com dificuldades, ela conta com a ajuda do noivo, que em momento algum a abandonou, pelo contrário. Esteve sempre ao seu lado e está até hoje, confiante de que ela voltará a se movimentar e a ter uma vida normal, como a que tinham antes do acidente.
Seu nome é Chris Medina e sua noiva, Juliana. Ele participou recentemente do programa American Idol e não foi apenas sua voz que surpreendeu os jurados (Jennifer Lopez e Steven Tyler), mas principalmente sua história. E se você se emocionar ao ver os vídeos que postei abaixo, deixe a emoção falar mais alto, porque é impossível não chorar.
E eu diria que esse amor - que vem do fundo da alma, até mesmo de outras vidas - é o verdadeiro sentimento que chamamos de amor incondicional. É lindo e muito difícil de existir hoje em dia. Mas capaz de superar qualquer situação, simplesmente porque transcende qualquer dor, qualquer sofrimento. Vem de uma esfera que não conhecemos, de um plano tão mais superior que chega a ser um sentimento tão divino que foge da nossa singela compreensão...
Falar sobre o casamento do príncipe William com Kate Middleton pode parecer um clichê, uma vez que toda a mídia não fala de outra coisa a não ser da união da realeza britânica.
Porém, eu não poderia deixar de comentar sobre uma das coisas que mais me chamou a atenção nesse "evento" pomposo: o verdadeiro sentimento de amor entre eles. Você deve estar pensando: óh, que coisa mais piegas ou típica de adolescentes que acreditam em contos de fadas.
Mas, se analisarmos o comportamento de ambos, é notório que o amor é recíproco e, o mais bonito de tudo isso: aparentemente sem interesses materiais por trás de toda essa união (digo aparentemente porque também não posso ter certeza dos sentimentos e pensamentos do casal). E é uma sintonia que, com certeza, dificilmente se observa nos casamentos que acontecem hoje em dia. E não estou falando de uniões pomposas como a da família britânica, não. Basta olharmos a realidade à nossa volta para percebermos o quanto é difícil vermos trocas de olhares apaixonados entre os casais ou mesmo uma relação bacana, que mostre o quanto ambos têm afinidades, tornando-os, de fato, um casal.
E o mais curioso é que hoje em dia, ouço pessoas dizendo que estão em busca de um amor verdadeiro, apaixonado, de almas gêmeas - se é que elas existem. Mas, as mesmas que desabafam sobre as dificuldades de tal busca, são as que mais agem de forma contraditória. Permanecem em relacionamentos sem futuro, onde até mesmo o respeito já se esvaiu; acabam traindo seus companheiros (as), não demonstram nem carinho com o parceiro que a relação vira quase que uma guerra incessante dos sexos.
E ver tudo isso é, na minha opinião, algo muito triste . É como se as pessoas não acreditassem mais no amor verdadeiro e não dessem a mínima importância aos seus mais puros e íntimos sentimentos de querer amar e ser amado. É por isso que o casamento do príncipe Willian deveria servir de exemplo para todos de que o amor verdadeiro existe, sem dúvidas. Mas, antes de mais nada, precisamos acreditar. Acreditar que pessoas de valores ainda existem e também estão em busca de uma companhia séria e bacana. E, principalmente, acreditar que contos de fadas podem acontecer com a gente também, desde que nossos corações estejam abertos e receptivos ao amor.
O coração é a parte mais importante do nosso organismo. E não é porque ele faz a limpeza do nosso sangue, não. Mas sim porque é dele que surgem todas as nossas emoções, que vão manter o equilíbrio da nossa vida em todos os aspectos, ou desequilibrá-la por completo.
E é interessante como a grande maioria das pessoas tem um coraçãozinho vazio e carente. E, por causa disso, sem perceber, passam a sofrer por términos de namoros, ficadas, enfim. O rompimento em si não é uma situação tão traumática quanto parece. É uma resolução de algo que não vai bem.
O que as pessoas precisam entender é que nunca um coração vazio e magoado pode ser "curado" pelos outros, a não ser por ele mesmo. Quando? Quando a própria pessoa se der conta que seu coração tem um brilho e um valor que nem ela mesma sabe.
E você, já olhou a fundo para o seu coraçãozinho?