A jornada continua. Caminhos a escolher. Decisões a tomar. Dúvidas e incertezas que teimam em continuar na estrada, como pedras no sapato de quem quer apenas - e simplesmente - caminhar. Caminhar de pés descalsos, caminhar com a brisa tocando o rosto.
Caminhar ouvindo um único som. Não quero músicas, não quero melodias já redigidas e prontas, e decoradas.

Quero um som limpo, um som que é raro conseguirmos ouvir, tamanha a afobação e turbulência da nossa mente.  Que ouvir apenas um som, o que vem lá do fundo da nossa alma e do nosso coração, para me guiar nessa jornada de tantos e incessantes caminhos.

Estou em uma fase um tanto nostálgica em minha vida, relembrando momentos do passado, analisando como 'o rio' da minha vida fluiu até hoje.

Nessa análise, puxei da memória alguns momentos que quero, com carinho, registrar aqui no blog. Momentos e atitudes que nos fazem refletir que, mesmo no caos que vivemos hoje - de tantos desencontros entre as pessoas, não podemos deixar de acreditar nas coisas boas da vida, nas pessoas de bom coração e que sabem valorizar o outro em um relacionamento.

E um dos momentos que me marcou muito até hoje, mesmo que a pessoa não saiba e nem faça parte mais da minha vida, foi quando eu tinha acabado de chegar de viagem, pois era uma pessoa que morava em outra cidade. Cansada, não aguentei tamanho sono que sentia e fui cochilar, enquanto ele preparava algo para eu comer. Quando veio me acordar para jantar, havia colocado uma rosa que colhera do próprio jardim de sua casa, bem em frente aos meus olhos, para que a avistasse assim que acordasse. Um gesto tão singelo, mas carregado de tanto cuidado, tanta consideração e que, com certeza, guardo com muito carinho também em minha memória.

E é isso que acho que falta hoje em dia: mais demonstrações de carinho, de amor, de cuidado. Mais afeto, mais consideração, mais criatividade para olhar nos pequenos detalhes a forma de expressar grandes sentimentos.









Decidi escrever sobre um dos assuntos mais desafiantes da minha vida: o medo de dirigir. Desafiante porque foram dez anos - sim uma D-É-C-A-D-A - que levei para conseguir superar tal desafio.

E, se eu consegui vencer tal barreira, mesmo tendo como uma crença a convicção de que eu nunca seria capaz de dirigir, significa que você, cara leitora, também pode.
Você deve estar pensando que o que vou falar é mais um monte de blablablá, com frases motivacionais, como "vai lá, pega o carro, enfrenta". Mas, não vou. Pois, depois de tanto tempo com medo do volante, eu bem sei que frases como essa não nos motivam, pelo contrário, nos ajudam a afundar mais ainda em nossa frustração. Afinal, quem já dirige não entende o que se passa na cabeça e no coração (sim, claro, o lado psicológico é o que mais pesa) de quem ainda tem tal limitação.

Consequentemente, o medo de dirigir começa a se tornar um monstro dentro de nós, alimentado pela vergonha, pela sensação de incapacidade. Olhamos outras mulheres dirigindo e nos sentimos tão pequenas, tão "menos" que as pessoas. E isso é horrível.

Ok, chega de torturá-la com as emoções negativas que você muito bem já conhece e que, infelizmente, estão aí na sua vida hoje. Vamos direto ao ponto: como conseguir superar tal desafio. Para isso, vou contar um pouquinho da minha história.

Eu nunca entendi porque eu tinha tamanho medo da direção. Nunca havia sofrido acidente algum e quando tirei a carteira de habilitação algum bloqueio surgiu dentro de mim. Sentia-me insegura para pegar um carro e já sair dirigindo. Acreditava que faltava prática para eu poder sair nas ruas ao volante. E não era só isso, eu tinha um pavor imenso de subidas. Na minha fértil imaginação, eu não conseguiria controlar a embreagem e o carro desceria como dominó, acertando os carros atrás de mim.

Ao longo desses dez anos, frequentei diversas autoescolas. A cada semana de férias do trabalho, já me programava para entrar em uma nova escola. Durante as aulas, eu conseguia, mesmo nervosa, dirigir direitinho. Porém, as aulas terminavam, as férias do trabalho também e lá voltava eu com o mesmo medo de antes. Não conseguia pegar um carro para treinar. Era como se eu não tivesse feito o treino da direção e, consequentemente, a sensação de frustração era maior.

Até que, pesquisando sobre o medo de direção, conheci a clínica Cecília Bellina, que apresenta uma proposta muito diferente das autoescolas convencionais. A começar pela exigência inicial - só se torna aluno quem já tem a carteira de habilitação. O pagamento é por mês e não por número de aulas, pois o esquema deles é assim: uma vez por semana, há uma aula prática e um encontro no grupo de psicoterapia da clínica. Os instrutores são totalmente preparados para lidar com as pessoas, pois sabem que estão em um estado de medo e com crenças profundas de limitações. Se você torceu o nariz ao ler que há um grupo de psicoterapia, acredite: faz TODA a diferença. Afinal, o medo às vezes é irreal e muito maior do que as situações que enfrentamos. As psicólogas nos ajudam a enxergar a realidade de outra forma, sem monstros, sem sofrermos antecipadamente por situações que talvez nem venham a acontecer. Um exemplo disso é que eu morria de medo de bater em outro carro. Ao sentar ao volante, meu coração acelerava, pois eu conseguia 'imaginar' a cena e até ouvir o barulho da batida. Alucinação? Não, apenas um medo exacerbado.

É claro que um serviço tão bom quanto o deles não é nada barato, pois o trabalho da Clínica Cecília Bellina é muito sério e foi o que me fez conseguir vencer meu desafio. Porém, se eu tivesse guardado dinheiro de todas as aulas que fiz em autoescola, tenho certeza que pagaria com folga a Clínica e ainda sobraria uma boa quantia.

E que fique bem claro, não estou ganhando nada para falar da Clínica. Escrevo com o intuito de mostrar que há uma luz no fim do túnel às pessoas que ainda não conseguiram vencer o medo da direção e ainda se encontram perdidas na frustração. Adianto também que não será fácil e rápido o processo, caso decida superar seu desafio, afinal, cada pessoa tem seu tempo para vencer suas barreiras.
 Mas, olhar de frente para o seu medo e querer verdadeiramente enfrentá-lo já é o primeiro passo para a sua vitória. Em alguns momentos, você vai tentar fugir das aulas, dos encontros e das tarefas que eles propõem. É o medo tentando dominar sua vida novamente, afastando você do seu objetivo.

Tenha paciência e persistência, pois, se você tem realmente o medo de dirigir como algo frustrante dentro de você, garanto que a sensação de vitória vai compensar todo o seu esforço quando você conseguir dirigir sozinha, ouvindo uma boa música e feliz - imensamente feliz - por ter superado tamanho desafio.









Às vezes tenho a impressão de que o mundo está cada vez mais 'perdido', ou eu que não "acompanhei" muito bem a 'evolução' (dou graças ao bom velhinho que fica no céu, ou seja lá quem for, de ter ficado de fora dessa (in)evolução sem sentido).

Vejo pessoas cada vez mais insatisfeitas, reclamando da falta de gente "prestável" para um relacionamento, porém, por outro lado, vejo comportamentos cada vez mais antagônicos: roupas cada vez mais curtas, como se fosse uma competição de quem consegue andar com menos tecido; pessoas cada vez mais se iludindo com o tal do "pegar mais e mais", quando na verdade, voltam pra casa com aquele vazio pós-balada, de não ter uma companhia legal pra conversar.

Pessoas que, cada vez mais, se dizem descoladas por 'relacionamentos abertos', quando, na verdade, abertos são os vazios e buracos que existem em suas almas e, consequentemente, em seus corações. Pessoas que se dizem totalmente resolvidas, quando não conseguem ficar nem um dia sozinhas, depois de terminarem um namoro e já partem para o próximo coitado que só serve, na verdade, pra 'tapar buracos' e não para compartilhar um amor verdadeiro.

Pessoas que, cada vez mais, valorizam o 'status', ao invés da essência. Que valorizam mais o "ter" do que o "ser". E que casam como se trocassem de sapatos, apenas para dizerem que casaram; mas que se separam no instante seguinte. Afinal, são pessoas que estão acostumadas com o "jogar fora", ao invés de lutarem para "arrumar", para o fazer "dar certo".

Sempre acreditei na expressão 'nada acontece por acaso'. Pessoas que cruzam nossas vidas e nos trazem mensagens inspiradoras nos momentos certos, ou nos levam a outras pessoas que podem nos ajudar em nosso caminho. Até mesmo os livros que nos interessam não caem por acaso em nossas mãos.

E hoje eu tive mais uma prova de que realmente nada acontece por acaso. Vendo as atualizações do Facebook, deparei-me com um vídeo que muito me chamou a atenção. O título? "O Universo conspira a seu favor". E parece - de verdade - que ele foi feito para mim, especialmente para o momento pelo qual estou passando.
Tantas dúvidas, tantas incertezas, tanta angústia, tanta revolta dentro de mim, tanta preocupação com o andar da carruagem.
É como se em apenas alguns minutos, que é a duração do vídeo, minhas indagações em meu coração fossem acalmadas. E que a mensagem era para mim, isso não tenho dúvidas. Agora, quem poderia ter mandado? O Universo, talvez, realmente conspirando a meu favor.



Você já teve a vontade de se sentar no chão, em um jardim, e apenas lá ficar, sozinho ou sozinha? Ou, ir à noite para a praia e sentar na areia, somente com a companhia da lua e das estrelas, como se o silêncio fosse o seu melhor amigo? Pois é. Acho que cansei. Cansei de pensar, de refletir, de tentar encontrar respostas para as minhas eternas dúvidas sobre a existência humana.
Cansei de tentar entender a complexidade do ser humano, de seu comportamento, que o faz agir de diferentes maneiras, quase sempre no impulso.
Cansei de tentar entender se existe Deus, se há justiça no mundo, se há certo e errado, bom e mau. Cansei de ouvir sempre as pessoas me falarem "que ótimo coração você tem", ou ainda "como você é médium, tem que desenvolver esse dom". Cansei de tentar encontrar um caminho que talvez não exista.
Cansei, cansei de viver na ilusão do pote de ouro no fim do arco-íris. Cansei de sufocar sentimentos que teimam em queimar meu coração, teimam em borbulhar os sentimentos mais negros.
Cansei de tentar sufocar minha revolta com tanta injustiça que observo, calada, tentando não absorver para mim a raiva, que já está mais que absorvida e, com certeza, faz parte de mim.
Cansei de tentar entender o que é aprendizado nesta vida e qual lição devemos extrair. Cansei de tentar entender os porquês de tantas coisas acontecerem e não acontecerem.
Cansei de me fazer de forte, tentanto ajudar tantas pessoas a se ergueram, quando eu também preciso de colo. Cansei de tentar sorrir para não preocupar pessoas queridas, quando, por dentro, quero chorar.
Cansei. De verdade, cansei.



Sometimes I wish I could change a lot of things,
Sometimes I wish that every painful and sadness didn't exist,
Sometimes I wish I could not feel some feelings,
Sometimes I wish I could help people be happy,
Sometimes I wish I could believe in God,
Sometimes I wish I could believe in this world,
Sometimes I wish I could believe in the universe,
Sometimes I wish I could change myself,
Sometimes I wish I could be a different person,
Sometimes I wish I could change my life.

Em um show, Renato Russo perguntou ao público:
- Alguém ai já sofreu por um amor verdadeiro?
A plateia respondeu:
-Já!!!

Reanto Russo disse:
- Errado, o amor verdadeiro nunca vai te fazer sofrer, pois quem ama cuida, não magoa e nem decepciona... Não busque pessoas perfeitas porque não somos... Busque apenas pessoas que te valorizam!

Concordo em partes com tudo isso. O amor verdadeiro também nos faz sofrer: sofrer de saudade, sofrer de preocupação com a pessoa amada, sofrer porque queremos, talvez, uma realidade que ainda não temos junto com quem amamos.
E também não é apenas a pessoa que nos valoriza que devemos buscar. O amor é muito mais do que isso. É alguém que vai preencher quase que - totalmente - os nossos pensamentos ao longo do dia. É alguém que vai nos fazer sentir um frio na barriga só de pensar em nos encontrarmos. É alguém que vai nos fazer ficar tristes quando tivermos que nos despedir. É alguém que nos faz ver com outros olhos uma noite estrelada. É alguém que nos inspira em noites de frio, aquecendo o nosso coração. É alguém que faz as horas passarem rapidamente quando estamos juntos, sem notarmos.
É alguém com quem gostamos de conversar horas e horas e só desligamos pelo horário e não por falta de assunto. É alguém que nos faz querer, cada dia mais, estar conosco a todo instante.

"Amor acontece. É espontâneo e enche a nossa vida de alegria, de razão para viver, de plenitude. Quando é recíproco, nos conduz à felicidade. Para merecê-lo, é preciso correr o risco". (Zíbia Gasparetto)

Adoro essa citação, porque ela diz tudo em pouquíssimas palavras. E, divagando um pouco mais sobre o amor, eu completaria que, além de "espontâneo", é como a imagem que encontrei para ilustrar este post e achei perfeita para definí-lo: quando menos esperamos, o amor está pronto para "despertar dentro de nós" uma chama que, quando acesa, incendia todos os nossos sentimentos.

Navegando pelas mensagens de reflexão de uma página no Facebook que eu adoro, o Reticências Poéticas, li um texto que acho que todo homem deveria ler. E, aliás, não apenas os homens, não. Acho que as mulheres também deveriam ter conhecimento desta mensagem. Afinal, muitas precisam notar que há tempos já esgotaram todas as possibilidades, mas que o que estão fazendo é "mendigando" apenas carinho, e nem precisa ser amor. Essas não sabem que já ultrapassaram a linha tênue entre o "gostar" e a ausência - quase que total - da autoestima.


Mulher não desiste, se cansa. A gente tem essa coisa de ir até o fim, esgotar todas as possibilidades, pagar pra ver. A gente paga mesmo. Paga caro, com juros e até parcelado. Mas não tem preço sair de cabeça erguida, sem culpa, sem 'E se' ! A gente completa o percurso e às vezes fica até andando em círculos, mas quando a gente muda de caminho, meu amigo, é fim de jogo pra você. Enquanto a gente enche o saco com ciúmes e saudade, para de reclamar e agradece a Deus! Porque no dia que a gente aceitar tranquilamente te dividir com o mundo, a gente não ficou mais compreensiva, a gente parou de se importar, já era. Quem ama, cuida! E a gente cuida até demais, mas dar sem receber é caridade, não carinho! E estamos numa relação, não numa sessão espírita, aprende. A gente entende e respeita seu jeito, desde que você supra pelo menos o mínimo das nossas necessidades, principalmente emocionais, porque carne tem em qualquer esquina. Vocês nem sempre sabem, mas além de peito e bunda, a gente tem sentimentos, quase sempre à flor da pele..
(Tati Bernardi)





Parece um pouco tarde escrever o primeiro post do ano em fevereiro. Sim, reconheço que andei um tanto desleixada com o meu blog, que, com certeza, merecia toda atenção do mundo na passagem de 2011 para 2012.

E não foi por falta de reflexão que eu deixei de escrever. Foi por pura preguiça, mesmo. E, como não consigo mascarar os fatos, falo assim, pá-pum, na lata. Talvez também porque, em alguns momentos, por mais que nossa cabeça e nosso coração estejam pilhados de pensamentos e sentimentos dignos de registros em um blog, precisamos de um tempo para nós mesmos.

Tempo para organizar as ideias, já que vivemos em uma transformação constante de nós mesmos. Posso dizer, com toda certeza, que a Flávia de hoje é muito diferente - em muitos aspectos piscológicos - que a de dezembro de 2011.

Em curtos espaços de tempo - anos, meses, semanas, dias, horas, minutos e segundos - podemos mudar, radicalmente, o cursor da nossa vida. E a minha vida tem se tornado assim: um constante 'mudar'. E que, por isso, tenho me tornado cada vez mais reflexiva sobre o destino, aguardando o momento certo para compartilhar algumas ideias.

E, como é o primeiro post do ano, desejo - de coração e do fundo da minha alma - que todos nós tenhamos imenso sucesso em nossos objetivos. Que possamos caminhar neste ano com alegria, merecedores de tudo o que o Universo tem de melhor a nos oferecer. E, claro, como nunca é demais desejar coisas positivas: Feliz 2012!

Você anda investindo em si mesmo? Tem feito algo para você ou tem dado mais atenção aos outros? Pois bem. É curioso notar como torcemos o nariz quando o assunto é gastar com nós mesmos. Seja uma consulta médica, um exame ultra necessário. Ou até mesmo algo mais simples, como uma massagem.
Mas, merecemos, não?!

E eu ando assim: me sentindo merecedora de tudo que puder me ajudar em meu desenvolvimento pessoal. Coloquei como foco que quero ser uma pessoa melhor e deixar minha contribuição com o mundo. Não, longe de arrogâncias e prepotências. Mas, sinceramente, minha vida só faz sentido quando ajudo as lágrimas de alguma pessoa darem lugar a um belo sorriso.

E, para seguir neste caminho altruísta, hoje reservei o dia inteiro para mim e me presenteei com um curso fantástico. Fantástico para a minha alma, que aprendeu um dos maiores segredos de sucesso na vida: a deixar o passado ir. Parece redundante? Mas digo e repito que não é. Quantas pessoas conseguem perdoar verdadeiramente pessoas e situações que causaram sofrimento? De forma simples, hoje eu aprendi a desapegar, mas não um desapegar empurrando a poeira pra debaixo do tapete.

Um desapegar de alma e coração, reconhecendo e reverenciando todos os acontecimentos que já foram e não fazem mais parte da minha história. Claro que não vou conseguir transmitir em um post todo o aprendizado e como se faz esse "desligamento" com respeito de todas as situações que já foram. Mas a única certeza que posso dizer é que somente hoje eu tive uma clareza tão grande de como nos apegamos a fatos que, se analisarmos com cuidado e atenção, percebemos que não fazem mais nem um pouco sentido e que aconteceram por culpa de um "eu interior" menos maduro...

Portanto, liberte-se, de verdade, do seu passado. Seja grato por tudo o que aconteceu, mesmo que sejam lembranças dolorosas. Honre e reverencie tudo o que passou e seja grato por ser quem você é hoje.

Há tempos que não venho registrar minhas reflexões. A minha vida, praticamente, deu uma mudada e ainda estou me adaptando. A única coisa que posso dizer é que foi a melhor decisão que tomei nos meus últimos dez anos.
E é incrível quando percebemos que estamos no caminho certo, mesmo sem sabermos o que encontraremos ainda neste caminho e para onde ele irá nos conduzir. Porém, apenas temos a certeza de que no final das contas tudo vai dar certo.

E não se trata apenas de um pensamento positivo, não. Trata-se de um sentimento, de uma certeza incrível que nunca senti antes. A energia, claro, muda. Sinto-me envolvida em uma energia boa, mas tão boa que acabo atraindo situações tão agradáveis, que até eu tenho me surpreendido. Lei da atração e reação? Sem dúvidas, mas, mais do que apenas uma "lei do Segredo", acredito que seja mais a voz do coração mesmo falando ao mundo que - agora - está em paz...

Compartilho com vocês uma mensagem sobre o amor, que achei no 4Shared, e que nos faz pensar (e repensar) nos sentimentos mais nobres que o amor nos faz sentir. Além disso, nos faz refletir sobre os valores das pessoas e suas atitudes, que nos levam a crer que "amar verdadeiramente" está 'fora de moda'. Que bom que estou tão fora de moda por acreditar no amor e na constituição de uma família como riquezas mais preciosas das nossas vidas! Vale muito a pena ouvir ... Espero que gostem!

Meditação - Mensagem 03_falando de amor.mp3


Hoje é dia 12 de outubro, Dia das Crianças! Nada melhor que a data pra nos lembrar de tantas coisas boas que é ser criança: brincar, rir, ter os nossos "melhores amigos e também os amiguinhos invisíveis", comer guloseimas, fazer travessuras. Porém, à medida que crescemos, vamos deixando o mundo colorido da imaginação e damos lugar ao mundo cinza das preocupações. Substituímos as fadas das brincadeiras pela seriedade da rotina e, dessa forma, a nossa criatividade e imaginação vão sendo minadas.

Mas, mesmo depois de adultos, a "nossa criança interior" ainda está ali, guardadinha em algum lugar da nossa alma. Parace que a sufocamos e acreditamos que liberá-la não está de acordo com as regras da sociedade. E que bobagem criamos para nós e sobre nós mesmos! Quando deveríamos estimular, cada vez mais, a nossa criança interior a se libertar de nossas próprias prisões internas.

E é isso o que sugiro a todos vocês neste Dia das Crianças: que resgatem suas crianças interiores hoje, permitindo-se sonhar com fadas, príncipes e princesas, permitindo-se brincar com o que tem na sua vida, permitindo-se dar risada de todas as situações que acontecem hoje com vocês e que o seu lado adulto enxerga como algo negativo. Deixem livre as suas crianças, para que elas, na imaginação, possam trazer a vocês pontos de vista que vocês não haviam se permitido enxergar.
E, mais do que isso, que a criança interior de vocês possam trazer a leveza e a alegria, de forma a colorir o mundo cinza em que vivemos!

Quando eu faço essa pergunta - "Você se conhece?" - as pessoas olham feio e torto para mim, como se fosse a pergunta mais absurda da existência humana. Pois bem, eu volto a repetir o meu questionamento e tenho certeza que a grande maioria "acha" que se conhece. O achismo, muitas vezes, esconde o medo da verdade, da pessoa talvez descobrir que não é nada do que imaginava ser.
E confesso que eu era assim. Achava que me conhecia, achava que sabia os motivos das minhas dores da alma ou do que me motivava e me fazia feliz. Até que um dia iniciei um processo de autoconhecimento e me surpreendi. Não sabia praticamente N-A-D-A  a meu respeito. Até hoje estou aprendendo sobre mim, sobre os sentimentos que guardo a sete-chaves e que quase nunca lembro ou sei onde os guardei.
E eu diria que o processo do autoconhecimento não tem prazo para acabar. A cada dia é uma nova descoberta e assim por diante. Há quem ache tal processo perda de tempo e de dinheiro, mas eu pergunto: se você não tem tempo e nem dinheiro para investir em você mesmo, será que se conhece o suficiente até mesmo para notar que você não se considera importante pra você mesmo?

Acredito que todos deveriam um dia experimentar ao menos uma técnica de autoconhecimento (qualquer uma mesmo, que seja!) para ver que nem dizer que somos donos da nossa verdade podemos. Afinal, a 'nossa verdade' pode ser uma grande mentira, quando nos conhecemos de verdade e vemos, de fato, quem e como somos. Pense nisso!

É incrível como estamos todos conectados em uma mesma rede. Apesar de evitar qualquer modismo de época, é impossível não perceber a forma extraordinária como as coisas acontecem de forma "conectada".

Estamos todos ligados e interligados indiretamente. E aí que está o grande fascínio que é a vida. Quando menos esperamos, encontramos e conhecemos pessoas que vão - sem percebermos - nos ajudar em nosso caminho. Muitas vezes não entendemos o motivo de algumas situações acontecerem, mas eu tenho a absoluta certeza de que nada é por acaso. Às vezes, sem nos darmos conta, é o Universo "colocando" sua mãozinha para que tudo funcione corretamente, que é, no final das contas, o melhor pra nós.

Porém, para que isso aconteça e possa fluir, temos que nos desapegar também das "pecinhas" que andam atrapalhando tal rede. Precisamos, muitas vezes, simplesmente jogá-las fora ou substituí-las por "pecinhas" melhores, aliás, bem melhores. E assim, a vida flui e vamos nos conectando e nos desconectando... desconectando e conectando à grande rede, que é a vida.

Eu sou daquelas que, com o passar do tempo, me canso de algumas coisas. Roupas, acessórios, livros, posição dos móveis, de fazer as mesmas atividades em um emprego, da rotina diária, do caminhar da minha vida. Já cansei de amores e relacionamentos que seguiam sempre pelo mesmo fluxo - ou calmaria demais e rotineira, ou discussões diárias. Tudo uma hora cansa. E quando surge esse sentimento é porque é hora de mudar. É como se meu ponto de vista sobre as coisas também fosse se transformando. E acho ótimo tudo isso. Precisamos, sim, de mudanças em nossas vidas para movimentarmos a energia. Chega, então, a hora de nos desapegar do passado e darmos lugar ao novo: novos rumos, novos amores, novos ares, novas amizades, novos desafios, novas trilhas, novas decisões. Mas, confesso, que nem sempre largar totalmente o passado onde ele deve ficar, é tão simples como imaginamos.
Se você se encontra nessa dificuldade, deixo aqui um texto de Fernando Pessoa, que uma amiga postou no Facebook, para que possa refletir sobre o desapego e largar - definitivamente - tudo o que passou.

Pratique o desapego

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas possam ir embora. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.

Estou em um momento um tanto decisivo em minha vida. Meio que ao longo dos últimos 20 anos eu apenas vivi por inércia. Calma, não estou fazendo dramalhão mexicano ou querendo dizer que estou em uma fase deprê. Pelo contrário e longe, muito longe de tudo isso.

Venho, como nunca, analisando minha vida. E percebo que muito vivi apenas por "comodismo" ou porque deixei a vida me levar. Não impus resistências, não impus barreiras, mesmo minha alma gritando e se esgoelando para eu ouvi-la de que aquele não era o caminho que 'ela' queria que eu seguisse, como minha missão nesta vida. Como uma criança birrenta, tapei os ouvidos e segui por inúmeros caminhos tortuosos e que me levaram a chegar a uma bifurcação, que é onde me encontro hoje.

Seguir no mesmo caminho, o qual venho anos e anos caminhando lentamente, sem lenço, nem documento; ou tomar outro rumo, completamente diferente de toda a bagagem que carrego nos meus ombros? Eis a questão e o dilema está instaurado.

É preciso muita calma, muito equilíbrio para analisar com calma tudo o que vem acontecendo. Mas, tenho certeza que, agora com os ouvidos na minha alma e, principalmente, no meu coração, qualquer escolha que eu decidir hoje será a escolha certa. Não sei como explicar, mas, mesmo diante de uma decisão tão importante como essa, sinto uma calma dentro de mim e um sentimento de paz, de alívio e de felicidade. É como se eu entrasse em harmonia com o ser que habita dentro de mim. Como se, agora sim, tivéssemos o mesmo coração e falássemos a mesma língua.

Fiquei surpresa ao ver um texto no site da revista Época com o título "Alguém especial", do jornalista Ivan Martins. Surpresa porque comprova uma observação que tenho feito há anos sobre a insatisfação das pessoas em relação ao "par ideal",  mesmo sabendo que a moda do momento é curtir a vida até esse "alguém especial" aparecer.

Seria simples se o fato de encontrar esse tal alguém não fosse uma missão quase impossível nos dias de hoje. Impossível porque nessa curtição desenfreada em que as pessoas estão vivendo, tentanto separar e isolar seus sentimentos, a coisa mais difícil que tem acontecido é a entrega verdadeira do coração para a chegada da tal pessoa. "E se não for? E se eu sofrer? E se...". E aí a oportunidade de conhecer 'alguém especial' já passou.

Digo, por experiência própria, que curtir adoidado enquanto se espera a chegada da tal pessoa, é, de longe, uma atitude inteligente. Nos enganamos, acreditamos que conseguimos separar a curtição dos sentimentos. Porém, esquecemos que a tal curtição que as pessoas falam camufla alguns sentimentos perigosos, que podem nos empurrar para armadilhas do próprio coração: carência, medo de se sentir sozinho, insegurança e baixa autoestima. Esses são os principais vilões que nos fazem agir dessa forma: "curtindo a vida adoidado" com quem não agrega nada em nossa vida e, provavelmente, também nos enxerga apenas como um passatempo.

E se enquanto estivermos na tal curtição aparecer a suposta pessoa especial e ela acreditar que nosso coração já está ocupado por alguém, mesmo que esse alguém não signifique nada - absolutamente nada - pra gente? Pois bem, lá se foi novamente uma grande oportunidade. Por isso pergunto a você: vale a pena curtir a vida dessa forma, ficando com várias pessoas, fingindo que não sentimos nada pelo outro, enquanto se espera pelo 'alguém especial'? Mais do que nunca, eu chego à conclusão que, realmente, não vale a pena.

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