Conversando com um amigo, me veio uma reflexão à mente: por que complicamos tanto assim a nossa vida?

Para situá-los, ele está sofrendo pela ex-namorada, que terminou com ele em um momento de insanidade. (Claro, quem nunca saiu do equilíbrio e brigou com o namorado? Chamo de insanidade, porque surtar é sair do equilíbrio, perder o autocontrole. É.. insano!).

Quando ele desabafou seus sentimentos, explicando o que havia acontecido e como estão as coisas hoje, no pós-término, refleti por muito tempo, por não entender porque ainda continuam separados. Um relacionamento que tinha sido repleto de sentimentos, de amor mesmo, de carinho um com o outro, agora se resumia em uma sintonia entre ambos, mas que ultrapassa o espaço físico. Chega a ser algo do plano astral! Se você não imagina o que seja essa sintonia, eu explico: mesmo sem manterem contato, ele sabe exatamente as atitudes (e até pensamentos) dela. Sabe a hora que irá para tal lugar, sabe o que deve estar pensando sobre ele estar solteiro, sabe seus próximos passos. Basta ele me falar: Flá, ela vai fazer isso, vai aparecer na academia (a mesma que a dele) tal hora e dia, etc., e acontece! Claro, seria a coisa mais normal, caso uma pessoa mantivesse um treino regular. Não é o caso dela, que vai à academia nos dias que bem entende. Mas, ele sabe (ou sente) quando ela decide treinar.

Nunca encontrei uma pessoa com quem eu tivesse uma sintonia tão grande quanto essa, que meu amigo tem com sua namorada. E, se essa relação é especial, por que ainda não fizeram nada um para o outro, para voltarem o relacionamento? Essa foi a pergunta que fiz a ele. Pelo que pude perceber, ela ainda sofre muito também e o ama muito. Ele, então, nem se fala.

Ele disse que o grande problema é o orgulho dos dois, mas que ele vai passar por cima desse sentimento e tentar a reconciliação. Detalhe: ele só chegou a essa coragem quase dois meses separados.

Ahhh..se as pessoas pudessem ter a mesma atitude, de passar por cima de sentimentos - que a nossa razão nos coloca, mas totalmente contrários ao nosso coração- quantos casais já não teriam se acertado realmente e estariam vivendo "felizes para sempre"?

Achei genial a idéia do filme "Duas vidas", que aborda o encontro do personagem principal com ele mesmo, mas quando criança. A situação o leva a orientar a criança a agir de forma diferente de sua infância, de modo que o garoto consegue então mudar o destino do adulto.

Quantos de nós não teríamos vontade e desejo de nos encontrar com nós mesmos quando crianças, para falarmos a nós mesmos para sermos diferentes em alguns aspectos, alterando, assim, o nosso hoje?

E, o que você mudaria, se isso fosse possível? Pediria a você mesmo mais coragem, mais atenção aos estudos, mais esperteza para enfrentar a vida?

Mas, enquanto uma invenção bacana dessas não existe ainda em nossa realidade, pergunte-se o que você mudaria hoje na sua vida para ser feliz...

Feliz 2009!
O Ano Novo chegou.

Nesta primeira mensagem de 2009, quero falar sobre algumas percepções sobre as mudanças nesse mundo caótico que estamos vivendo... Não, não vou escrever sobre as tragédias em Santa Catarina, ou as enchentes em Minas. Ou ainda os ataques aos palestinos na faixa de Gaza. Nada disso.

Quero falar sobre as relações humanas - tema que muito me interessa. (Obs: não me acostumei ainda com as novas regras ortográficas, então, muitas palavras levarão os acentos que sempre tiveram, desculpem!).

Algo que venho observando e que muito tem me incomodado é como as pessoas estão deixando seus valores de lado. Cada vez mais - e isso é assustador - ouço casos de traição na cara dura. Não estou aqui para julgar ninguém, mas acho que o pior de tudo isso é ver que as pessoas que traem se julgam "espertas, malandras". Parece que a guerra dos sexos está virando a batalha de quem trai mais, de quem consegue ser mais "esperto", nesse sentido.

Não é possível alguém achar uma atitude dessas esperteza. Cada um tem lá seus motivos para namorar uma pessoa e, ainda assim, trai-la com outras. Mas não seria muito mais honesto terminar antes? E a justificativa do "é homem, trai, é instinto", não cola. É simplesmente igualar todos os homens aos animais.

Terminar antes seria uma atitude honesta não apenas com o parceiro, mas, principalmente com a própria pessoa que comete a traição.
Não sou psicóloga, mas na minha opinião, quem trai está enganando seus próprios sentimentos e se já tem a certeza de que não está feliz com o parceiro (a), está podando a própria felicidade. A meu ver, isso não é esperteza, mas burrice, com certeza.


Ontem, final de domingo, parei um minuto diante da TV - coisa rara, porque realmente não gosto de ver televisão - e me interessei por uma entrevista no programa da Marília Gabriela com uma psicóloga e terapeuta. Achei interessante o seu trabalho: o auto-conhecimento. Sim, a psicóloga ajuda as pessoas a se auto-descobrirem.
E achei mais interessante ainda quando, durante a entrevista, a profissional disse que em suas palestras é comum o público masculino marcar presença. Os homens são os mais participativos e - pasmem - emotivos!
E, segundo ela, esse seria seu trabalho: colocar a emoção para fora desses machões de plantão, para que eles se conheçam, de fato. A entrevista me prendeu a atenção. Dificilmente paramos para pensar: nos conhecemos, realmente?
Daí o surgimento de nichos de mercado na psicologia como esse: profissionais que nos ajudam a nos descobrir. Muito interessante!

Não é à toa que Maitê Proença lançou neste ano sua biografia - Uma Vida Inventada. "Maitê Proença mistura literatura e vida para contar casos surpreendentes, entremeados pela história de uma menina que quis desbravar o mundo e, descobrindo-o, descobriu a si mesma".

Eu li, no verso do livro de Maitê Proença (porque não li a obra), que o objetivo de escrever suas histórias é que o fato de ter representado tantos papéis estaria fazendo-a esquecer de quem realmente é e daí o intuito de 'amarrar todas as suas hitórias`, da pessoa Maitê e não da atriz, autora, jornalista, artista, etc. O que não raro acontece: no dia-a-dia acabamos por esquecer quem somos na essência. Temos que ser a melhor profissional, a melhor mãe (para quem tem filhos, eu ainda não), a melhor mulher ou namorada, a melhor amiga. Mas, acabamos esquecendo nossa essência, aquilo o que a nossa alma quer: é realmente seguir este caminho ou aquele? E é isso que precisamos refletir.

Talvez o exercício para o fim do ano (já que muita gente adora fazer exercício para fechar o ano com chave de ouro) seria fazer uma pergunta a si mesmo: você sabe quem realmente é? Tenho certeza que será o início de uma boa reflexão.




O sentimento de otimismo e solidariedade que as festas de final de ano trazem é um tanto contraditório frente a tantos acontecimentos estampados nos jornais nos últimos meses. O pessimismo de economistas, médicos, policiais e mesmo das pessoas é tamanho que o clima natalino com a situação caótica em que o mundo se encontra hoje é extremamente conflitante.
Como manter o otimismo com a crise financeira, que os noticiários nos alertam a toda hora que chegará aos nossos bolsos, na verdade, já sentida pelo aumento dos preços dos alimentos, por exemplo? Como manter nosso otimismo diante das catástrofes naturais que cada vez mais nos surpreendem? Não falo apenas de Santa Catarina, não. RJ já vem sofrendo também e falo mais pelo clima louco que já está dando sinais de que as coisas não andam normais. Frio em um período que deveria fazer um calor infernal, calor quando deveria fazer frio e assim por diante. Como manter a alegria, diante de ladrões e assaltantes que atiram em pessoas de família, roubando-lhes a vida, como vemos em notícias diárias nos jornais?
Doenças que estão fazendo mais e mais vítimas pelo prazer da alimentação. Ou então, doenças silenciosas, porém, malignas, como o câncer, que de uma hora para outra surgem e, sem explicação, dominam um corpo inteiro.
Por todos esses acontecimentos, que caminham rapidamente para um "lado negro" que é difícil manter um pensamento positivo para a situação mundial, mesmo com a chegada do clima natalino. O jeito é pular as sete ondas na virada do ano, tomar banho de sal grosso e fazer o que pudermos, até a economia se recuperar, a Polícia ter mais ação, a medicina avançar mais e impedir tais doenças malignas...

Depois de um tempo sem escrever, estou de volta ao meu blog. Correria, rotina incansável. Claro que nada disso é desculpa para abandonar a arte de escrever, ainda mais livremente, no nosso próprio blog. Mas, sem dúvidas, um minutinho a mais de sono faz toda diferença quando estamos em uma rotina de muito trabalho e quase um ano sem férias.
Por falar nisso, como "férias" é realmente algo sagrado!
E é exatamente por eu finalmente ter conseguido sair de férias do trabalho que agora tenho um tempo para me dedicar ao blog, às minhas leituras e até mesmo me dou ao direito de não fazer nada, absolutamente nada! Como é bom nos "dar esse direito".

Visão Masculina

"Ninguém quer nada sério"...... afrase mencionada pela minha amiga
é repetida como um mantra por todos os solteiros espalhados nesta
grande selva de pedra....mas o que rola na verdade é uma certa individualização
excessiva das pessoas...nada é feito em benefício do próximo e sim
olhando o próprio umbigo. Homens e mulheres, hoje, tomam postura semelhante
por viverem numa selva, sob a pressão dos olhos de outras pessoas que
definem que o "must" do momento é ser livre e dominador....
As pessoas só percebem que desejam algo bem mais simples da vida quando
sentem-se sós e desamparadas....
Se não ligarmos tanto para a opinião dos outros, teremos tempo e percepção
para compreender que nada substitui um abraco, um beijo, caminhar no parque e
ter o privilégio de assistir um lindo pôr-de-sol no domingo...
Qdo começarmos a pensar mais no próximo....as exigências serão mais reais...

Bjokas (Dé Yoshida)

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