Cada vez que vejo algumas situações, fico reflexiva.
Reflexiva para entender o que se passa nas cabeças das pessoas e por quais motivos tomam tais decisões, que não trazem a felicidade. Não está entendendo nada do que estou falando? Ok, explico.

Tenho um casal de amigos que estão noivos. Ambos brigam feito gato e rato, mas aquelas brigas horrorosas, repletas de xingamentos mesmo. Não conseguem ficar mais de 5 minutos um ao lado do outro sem discutir, a menor coisinha que seja. E estão juntos há um bom tempo, algo em torno de 8,9 anos. Agora eu pergunto: como um casal desses consegue ainda levar adiante um casamento? Será que engataram um automático e estão seguindo as "regras" da sociedade de que, após o namoro precisam oficializar um casamento? O mais interessante é que o desânimo é visível pela fisionomia de ambos. Ou seja: acabou o amor há tempos.

Será que as pessoas acreditam que casar é uma brincadeira? Vejo tanta gente casando, mesmo estando apaixonadas por outras, e realmente não consigo entender o que está por trás dessa decisão. Seria uma estabilidade financeira ou comodidade?
Será que a felicidade vale tão pouco hoje em dia, que é trocada por coisas materiais? Será que o sentimento não deveria estar acima de qualquer requisito para uma decisão tão importante como essa?


Falando nos jdoramas, que são as famosas novelas japonesas (e que podem ser vistas na internet, basta "baixar" dos sites que as compartilham), não poderia deixar de escrever um post sobre elas. Confesso que odeio as novelas brasileiras. Não é porque eu sou descendente de orientais, mas porque as novelas daqui (Globo, Record, SBT) não passam nenhum aprendizado a quem as assiste. Sempre são os mesmos enredos: triângulo amoroso, traição, empresários cruéis que passam por cima de qualquer pessoa, além de, claro, cenas de sedução. Sinceramente, não consigo entender como ainda essas novelas conseguem dar ibope e eu não consigo ficar diante da TV mais de 5 minutos.

Foi quando descobri as novelas japonesas e fiquei realmente encantada. Sim, assisto todas com legenda em português, com qualidade ótima de imagem e trilha sonora muito boa. Mas, o mais surpreendente de tudo isso é que os jdoramas trazem reflexões de vida, sobre vários aspectos. Te fazem pensar quais valores você tem dado aos momentos com os amigos, com a família. Qual o seu nível de gratidão com as coisas que conquistou até hoje e até mesmo a saúde que temos e não agradecemos ou não damos valor e importância.

Tudo bem que muitas pessoas as consideram novelas dramáticas, com histórias até forçadas. Mas eu pergunto: o que você prefere? Algo que te faça pensar, refletir, enxergar certos aspectos da sua vida ou continuar assistindo os enredos brasileiros, que em nada nos acrescenta?

{Obs: Na foto, capa do jdorama Summer Snow, uma surpreendente história, que ensina o quanto devemos aproveitar nossa vida a cada instante.}

Nunca havia parado para pensar em uma das questões mais importantes para o desenvolvimento de um indivíduo: a educação dos pais. E não digo apenas da educação no sentido de criar filhos obedientes, que são os melhores alunos da sala. Mais do que isso: o amor e a forma do relacionamento entre pais e filhos.

As novelas japonesas (há vários sites na internet que compartilham os jdoramas, como são chamadas) retratam muito bem a importância da educação e o amor dos pais (ou a falta de) na vida de uma criança e que vai ajudar a definir seu caráter no adulto de amanhã.

Exemplo disso é que pessoas violentas, que resolvem tudo com uma briga, provavelmente tiveram uma infância cujos pais eram violentos. As novelas coreanas, por exemplo, mostram que na cultura deles a violência é utilizada como instrumento de educação. E não é um tapinha ou uma chinelada, não. É pancadaria, das bravas.

O que as pessoas imaginam é que bater nos filhos os colocará "na linha", quando na verdade, os traumas psicológicos que ficarão nunca serão apagados. Pelo contrário, serão fatores definitivos na formação como adultos. Em um dos jdoramas que assisti, o ator principal era um estudante rico, mas super revoltado e briguento, líder de gangue, e batia nos outros alunos por qualquer coisa idiota. O motivo? A mãe era uma empresária que não tinha tempo para o filho ou, quando se encontravam durante as refeições, ela apenas o criticava. Consequentemente, ele descontava o desprezo da mãe com a violência no seu dia-a-dia. Era sua válvula de escape, resultado, porém do tratamento que recebia em casa.

Claro que não estou querendo justificar os comportamentos agressivos dos adultos, mas vejo como a questão da educação é fundamental. E ser mãe, a meu entender, porque não tenho filhos, não é apenas colocar crianças no mundo. É cuidar, dar amor e ensinar, sem partir para a ignorância do abandono ou da violência como medida educacional. Espero que os pais de hoje possam dar mais atenção aos seus filhos. Que não os critiquem ou deem bronca apenas porque não foram bem na escola. Mas que entendam e investiguem a razão de um comportamento ruim na escola ou uma agressividade dentro de casa. Toda ação tem uma reação e as crianças reagem quase que instantaneamente. Ainda não têm a habilidade de refletir e processar um sentimento ou uma informação.

Educar e ser responsável pelo desenvolvimento de outro ser não é uma questão simples. Que as pessoas tenham também mais consciência antes de terem filhos. Que seja algo planejado. Caso contrário... serão mais crianças desamparadas a se tornarem prováveis adultos desequilibrados lá na frente.

Eu vi este clipe na página do orkut de um grande amigo (Dé!!) e não posso deixar de postá-lo. Para quem está insatisfeito com a própria vida, mas tem saúde, família, emprego, um lar, deve assistir o que vou postar agora. Além de ser motivacional, o vídeo nos mostra que o ser humano tem a capacidade de se adaptar a qualquer situação, fazendo vir à tona talentos que nem sempre sabemos que temos.

Posto a letra da música "Nem tudo", de Zélia Duncan. E é isso: nem tudo o que achamos e julgamos por uma aparência é a verdade. Pense nisso!

Nem tudo que reluz corrompe
Nem tudo que é bonito aparenta
Nem tudo que é infalível se aguenta

Nem tudo que ilude mente
Nem tudo que é gostoso tá quente
Nem tudo que se encaixa é pra sempre

Nem tudo que é sucesso se esquece
Nem todo pressentimento acontece

Nem tudo que se diz tá dito
Nem tudo que não é você é esquisito

Nem tudo que acaba aqui
Deixa de ser infinito
Nem tudo que acaba aqui
Deixa de ser infinito.



CPI da Petrobras, envolvendo o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no desvio de mais de R$ 1 mi de um convênio entre a Fundação Sarney e a Petrobras para empresas fantasmas e negócios da família. Mas, claro, com toda a proteção do governo, o caso será provavelmente abafado.

Em Belo Horizonte, uma senhora de 73 anos é condenada pelo Juizado Especial Criminal por criar uma ave (o papagaio Jasão) sem autorização do IBAMA. Detalhe: a senhora cuida do Jasão há 16 anos, é hipertensa, cardíaca e diabética. A multa de R$ 415 foi trocada pelo trabalho voluntário e a devolução do animal. Agora eu me pergunto: o que o IBAMA ganha com a devolução de um papagaio que está acostumado com o ambiente domiciliar da senhora e com seus cuidados? Será que as pessoas não entendem que os animais ajudam aqueles que apresentam problemas de saúde, ainda mais em se tratando de uma senhora? Soube de outra história (não sei dizer se foi em SP ou outro estado), em que a dona de outro papagaio teve também de devolvê-lo ao IBAMA. O tão querido animal de estimação da senhora foi morto por outro bicho, logo que chegou no novo habitat. Sem comentários.

Quatro pessoas de uma mesma família foram assassinadas a facadas em João Pessoa (PB). O motivo? A disputa por melhores partes de uma galinha, que tinha sido morta pelas duas famílias. Porém, uma deu as piores partes do animal à outra, que, revoltada, quis se vingar. Gente, dá pra acreditar numa notícia dessas? Com certeza tem que entrar no link de "notícias bizarras do G1"!!!

China: conflitos entre duas etnias - uigures e hans (nossa, impronunciáveis!), deixam 156 mortos e mil feridos. O motivo? Um acontecimento isolado de um desentendimento entre uma han e dois uigures. Ela, se sentindo ofendida por ter sido "zoada" pelos dois, se vingou, chamando sua turma para dar uma "surra" nos zombeteiros, que acabaram morrendo. A notícia se espalhou pela China e tomou proporções imensas. (Fonte especial: meu amigo Albert Wong, direto da China, que soube do conflito por trabalhar perto do ocorrido). Mesmo antes de saber o que de fato havia acontecido, já tinha achado a notícia absurda: de etnias de um mesmo país em conflito. Agora que soube do que aconteceu, não consigo acreditar!! Seria o mesmo que japoneses entrarem em conflito com Okinawa, que são praticamente duas culturas, dois dialetos, duas etnias. Eu, como descendente de Okinawa, brigaria com meus amigos do Japão? Sem cabimento.. Bem, e eu já falei em outro post sobre as duas Coréias.

Cada vez menos tenho vontade de ler as notícias do mundo. Parece que quanto mais avançamos no tempo, mais a humanidade regride em termos de comportamento. As pessoas estão perdendo totalmente a noção de um convívio harmônico, da importância do diálogo para se evitar um conflito. E dessa forma, a vida vai perdendo sentido, porque ela pode ser tirada a qualquer momento..e o pior: por qualquer motivo.


Quatro dias internada por causa de uma tripinha do corpo humano que, quando dá na telha, resolve inflamar. Pois é, tudo começou com fortes dores abdominais. Consequentemente, o meu estômago também ficou revoltado e passou a não aceitar nada do que eu dava a ele. Passei um domingo inteirinho fazendo uma bateria de exames, até que no final da noite, saiu o diagnóstico: apendicite aguda. E a solução a esse problema é a operação, não tem jeito. A sorte é que os avanços da medicina realmente são um alívio nessas horas, mas, infelizmente ainda não substituem os procedimentos nada agradáveis, como mais de 24h em jejum, entre outras coisitas.

A programação da televisão em nada nos ajuda a passar o tempo, que se torna muito monótono, com uma rotina de enfermeiros entrando toda hora para aplicar um medicamento em forma de soro (quando suas veias já estão pedindo 'pelo amor de Deus, chega de tanto líquido em mim!), medir pressão, temperatura, glicemia. Claro, tal rotina é quebrada com a visita de amigos especiais. (Obrigada, Dé!!).

Estou naquela fase da recuperação, no pós-cirurgia, e tentando entender que órgão é esse que muita gente nem ao menos conhece. Mais até do que obter informações a seu respeito é saber que uma pequena tripinha - isso mesmo, é pequenininha - do seu próprio organismo pode causar em sua vida. Há casos de pessoas que acabam morrendo quando a inflamação do apêndice está em um estágio muito avançado, principalmente aquelas pessoas que sentem dor, mas não procuram ajuda médica. E por um ato que julgam ser de coragem, por aguentar a dor, ou medo, acabam piorando um problema que tem solução.

E quantas vezes não fazemos isso em nossas vidas, diante de uma situação, com medo de qualquer decisão que venhamos a tomar, acabamos postergando alguns problemas que também se agravam? Sem perceber, acabamos "matando" aglumas soluções que estariam ao nosso alcance, não fosse o jeitinho que temos de deixar tudo para amanhã, que pode ser tarde demais.

Seguidores