Estava ouvindo uma rádio online enquanto checava e-mails, respondia a algumas discussões em redes sociais, quando fui pega por uma música que há anos - bota anos nisso - não escutava: "Perfect - Simple Plan". Tão `perfeito` quanto o título da música foi a imagem que se formou em segundos na minha mente da época em que essa música fazia parte do meu dia-a-dia, de tanto que eu a ouvia.
É impressionante como imaginamos que as trilhas sonoras fazem parte apenas dos filmes. Mas nossas vidas também tem um repertório, capaz de resgatar não apenas lembranças, mas, principalmente sentimentos.
Ahn, que vontade de gravar um CD com todas as músicas que marcaram cada época da minha história. Haja coração...
Um amigo estava me mostrando alguns quadros, desenhados e pintados por ele durante um curso de pintura. Em um primeiro momento, quem não o conhece, imagina que ele seja um artista e que viva de sua arte como profissão, tamanha a qualidade e beleza de seu trabalho.
E aí é a graça da história: não conhecemos os talentos das pessoas que convivem conosco em nossa rotina. Quando eu descubro tais "artistas anônimos" eu fico impressionada com o dom que cada pessoa tem. Normalmente utilizamos nossos talentos como válvula de escape ao stress. Mas, será que não deveríamos olhar com mais atenção ao que julgamos apenas um hobby? Será que tais talentos não estão aí para nos mostrar que o nosso sucesso deve ser aliado à nossa satisfação pessoal? Claro que todos responderiam "sim" à minha pergunta. Mas, quantas pessoas que você conhece vivem, de fato, essa forma ideal de trabalho? (As imagens deste post são fotos tiradas dos quadros pintados pelo meu grande amigo Cássio Massao Murakami).
Hoje eu li uma notícia em um jornal - desses distribuídos gratuitamente nas ruas - sobre uma mulher que, não tendo como alugar um estabelecimento comercial pelo alto valor do aluguel, teve uma ideia que eu achei fantástica: ela comprou um desses microonibus antigos e o reformou totalmente, decorando-o de uma forma bem autêntica. O veículo virou uma lojinha ambulante, que fica - aos finais de semana, se não me engano - estacionado em uma esquina nos Jardins.
Como não poderia ser diferente, São Pedro castigou mais uma vez a capital paulista. Menos de uma hora de chuva já foi o suficiente para causar o caos na cidade: alagamentos, trânsito infernal e.. muitas regiões sem energia elétrica.
É desanimador e desesperador enfrentar tudo isso, praticamente, todos os dias. Mas hoje, subindo a pé minha rua, que estava totalmente escura, vi uma das imagens mais gratificantes nesses últimos tempos: um céu lindo, estrelado, como se realmente os postes das ruas não fossem necessários. A vontade era de permanecer ali na rua mesmo, observando as estrelas, e sabendo que eu não estava sozinha ali.
Hoje estava conversando com a moça que faz o cafezinho na empresa. Normalmente conversamos sobre saúde, porque ela costuma me perguntar sobre tal remédio ou o que são algumas doenças. Não que eu seja médica - longe disso - mas grande parte da minha vida é dedicada aos consultórios, já que sou diabética, tenho hipotireoidismo, baixa imunidade e, agora, sintomas de tendinite - pasmem - nos dois pulsos. Pouco azarada, diria um amigo meu.
E, como se não bastasse, parece que a moça do cafezinho também está começando a seguir o meu exemplo. Ou seja: de um problema de saúde, outros também estão surgindo. Falei para ela que a grande maioria dos problemas de saúde tem uma origem psicológica, o que, consequentemente, a longo prazo faz o nosso corpo desenvolver algum problema. Ela me olhou com aquele ponto de interrogação, como se me perguntasse: "mas como eu poderia causar um mal a mim mesma?". Pois é, pior que nós somos os maiores responsáveis pelos nossos problemas de saúde, mesmo que inconscientemente. Nossa mente é tão complexa - eu diria: burra! - que armazena muito mais sentimentos de tristeza, mágoas e raiva do que os momentos de pura alegria e felicidade. Cá entre nós, essa forma que nosso subconsciente armazena e prioriza informações é muito esquisita, para não falar suicida.
E como somos todos movidos por sentimentos, é impossível encontrar uma pessoa 100% saudável (mas saúde impecável mesmo, sem pegar nem um resfriado). Enquanto não encontramos um jeito de "formatar" nossa cabecinha e deletar certas zonas da memória, temos que cortar o mal pela raiz.
Temos que, antes de tratar o problema com remédios que tratem momentaneamente a questão, cuidar de nós mesmos e nos informar sobre o que representa psicologicamente tal doença. Não é à toa que as ferramentas de autoconhecimento estão ganhando tamanha importância nos dias de hoje. Afinal, se levamos uma vida estressante, repleta de preocupações, pressões e muita competitividade, é fato que, diariamente, estamos nos autodestruindo. Daí a regra, nessas horas, é: "páraaa tudooo!". E recomece de forma diferente: dando mais valor às alegrias do que às tristezas, focando nas soluções do que nos problemas, e mantendo a consciência que nada será eterno (emprego, namorado, família, dinheiro e..saúde). E, claro, priorize uma única pessoa da sua vida, que é a mais importante de todos e tudo que possa acontecer: VOCÊ.
Posto aqui um texto que recebi por e-mail e achei fantástico por nos fazer entender os ciclos da vida e, mais do que isso, nos ensinoar que devemos viver de forma mais leve. Afinal, vivemos "ciclos" que se fecham para que outras novas oportunidades possam "entrar".
ENCERRANDO CICLOS - FERNANDO PESSOA
Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te:
"Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão"
Mais um ano passou. Entramos em 2010, um ano que será regido por Iemanjá e Oxalá, segundo os umbandistas. Outros dizem que é o ano de Xangô (orixá da justiça e da saúde). Claro que há muitas divergências quanto aos orixás que guiarão o ano, dependendo de cada linha, cada crença, mas saber que 2010 estará sob o comando destas entidades de luz, consideradas pais absolutos de todas as coroas, é confortante. Nos traz esperança.
Principalmente porque Iemanjá simboliza o amor materno. De acordo com os estudiosos do assunto, ter um ano guiado por esse orixá significa uma busca incessante pela paz, harmonia e entendimento. Agora, quanto a Oxalá não tenho nem o que escrever. É amor, bondade, sabedoria, saúde. É tudo isso e muito mais, porque Ele é o grande Pai.
Agora, segundo os esotéricos, o ano 2010, cuja soma dos seus dígitos é o número 3, corresponde à carta no tarô da Imperatriz, que significa que as habilidades criativas estarão em evidência, assim como a expansão das emoções, das ideais e da intuição. Pelo fato da Imperatriz representar a ação e a produtividade feminina, o foco deste ano será no emocional.
Já de acordo com o horóscopo chinês, 2010 é o ano do Tigre, que acentuará as disputas, a competitividade, pelo falo de ser um líder da natureza. Tanto as coisas boas e más que acontecerão neste ano, segundo os especialistas, serão em níveis extremos. Assim como o lado emocional estará intenso, tanto para o bem quanto para o mal. Ou seja: a impulsividade é a palavra que rege o ano. Mas, apesar desses aspectos negativos, o ano do Tigre traz o que há de melhor em cada um de nós.
Bom, considerando todas as previsões, de todas as linhas, crenças e religiões, que 2010 seja então um maravilhoso ano. Que as águas de Iemanjá consigam banhar as almas de todas as pessoas, levando embora todos os sentimentos negativos impregnados na aura de cada um. Que a luz de Oxalá traga o amor incondicional entre as pessoas, possibilitando, dessa forma, uma maior consciência de cada um sobre seus valores como seres humanos. Que esse amor seja o suficiente para acalmar os ímpetos das influências do ano do Tigre. Que volte a prevalecer o espírito da amizade acima de tudo, principalmente, da inveja. E que a força do número 3, que representa 2010 na figura da Imperatriz, ressalte as boas emoções, permitindo a cada um expressar seus sentimentos mais verdadeiros, principalmente o amor, a amizade e a solidariedade.
Feliz Ano Novo para todos nós!
