Apesar do título que coloquei neste post, eu nunca fui uma tiete. Aliás, muito longe disso. Nunca fui o tipo de adolescente que coleciona pôsters dos cara mais lindos da televisão ou daquela banda de rock com carinha de nenê. Muito menos fui apaixonada por artistas, de ficar sonhando acordada. Sempre fui pé no chão, realista. Preferia admirar quem estava ao meu alcance rs.

Mas, nesta semana me permiti ser uma adolescente tiete em pensamentos. Com essa febre da "saga Crepúsculo" assisti aos três filmes para saber porque fazia tamanho sucesso, não apenas entre adolescentes, mas também entre os adultos. Ou melhor dizendo, entre as mulheres, já que o motivo principal é a escolha entre "Jacob e Edward", e não a história em si sobre vampiros. Quantas vezes já ouvi mulheres (com mais de 30 anos) falando: "eu prefiro o Edward, ele é lindo", ou "Ah, não, o Jacob é muito melhor".

E é aí que entra o meu pensamento de adolescente tiete. Refletindo sobre o comportamento atual dos homens e a difícil equação entre beleza exterior e interior, é que me peguei pensando: "Poxa, bem que eu adoraria que um Jacob (Tayler Lautner) aparecesse em minha vida". Além de bonito, porte físico perfeito (sim! nós mulheres também apreciamos um corpo escultural) e muito fofo (tradução: gentil, educado, carinhoso), ele se transforma em um lobo muito lindo e protetor. Ainda mais que eu amo cachorros e os lobos são da mesma família dos canídeos. rs.

Ok, ok, confesso que eu fui longe com o meu pensamento, mas que seria tudo de bom se fosse verdade, ah, com certeza! rs. Então, mais tietagem pra vocês!


Estou lendo o livro Nosso Lar, de Francisco Cândido Xavier, pelo espírito André Luiz. Na verdade, eu já havia lido este livro há um bom tempo, mas não sei por qual motivo minhas recordações se apagaram com o passar dos anos. Como haverá a estreia do filme "Nosso Lar" em setembro, estou relendo para resgatar alguma coisa da minha memória, que anda cada vez mais falha.

Para quem não sabe do que se trata, o livro aborda a "vida" no pós "morte". E, apesar de soar um pouco estranha essa ideia, o personagem principal, que é o "espírito André", fala sobre seus sentimentos e suas impressões do plano astral. Fala também de como é a organização do "outro lado da vida" e como as coisas funcionam. Mas uma parte que me chamou a atenção é quando os personagens falam sobre os casamentos na "Terra". Eis o trecho:

"... na fase atual evolutiva do planeta, existem na esfera carnal raríssimas uniões de almas gêmeas, reduzidos matrimônios de almas irmãs ou afins, e esmagadora percentagem de ligações de resgate. O maior número de casais humanos é constituído de verdadeiros forçados, sob algemas".

Talvez seja por isso que hoje em dia muitos casais não ficam mais de um ano casados. Será que as pessoas ainda se sentem pressionadas com a questão da idade? Ou será que casam pelo tormento da solidão?
Não sou nenhuma julgadora de casais, mas observo tantos que vivem nessa situação de "frieza", que é impossível não pensar: "Como será que eles conseguem conviver diariamente em uma relação tão distante como essa?". Outra pergunta que sempre me faço é: "Como será que suportam viver nessa vida sem amor, sem paixão, sem admiração, sem companheirismo, sem felicidade?".

Se existe alma gêmea, eu não sei. Mas algo que tenho muito claro dentro de mim é que casar não é uma brincadeira, dessas que a gente não dá a mínima importância e fala: "Ah, se não der certo, separa". E o pior é que essa opinião é a que mais ouço das pessoas noivas. A impressão desse comportamento que tem se tornado cada vez mais comum é que as pessoas passaram a dar menos importância pra elas mesmas. Afinal, tratar a vida pessoal com tanto descaso é simplesmente jogar fora o motivo da nossa existência: a busca pela nossa plena felicidade.

Fé. Essa palavra pode ser pequena na escrita, mas tem tantos significados que não damos conta de defini-la de forma objetiva. Fé em Deus, fé nos homens, fé no mundo espiritual, fé em nossos mentores, fé no amor, fé nas amizades. Mas, de fato, o que é ter fé?

Essa pergunta atormenta meus pensamentos, toda vez que ouço as pessoas dizerem: "mas que homem de pouca fé". Outro dia recebi pelo orkut a mensagem de que o seguinte perfil havia me adicionado: "Fé em Deus" ou era algo do tipo: "Crê em Deus e será atendido".. não me lembro ao certo. Perguntei ao suposto "fake" porque me adicionara, sendo que eu já não tinha essa fé e também estava descrente da existência do senhorzinho lá do céu.

O "anônimo" (claro, porque duvido que Deus saiba mandar mensagens no computador ou perca tempo criando fakes) me respondeu com algum passagem da Bíblia, que não faço ideia qual seja, apenas dizendo que temos que "crer no Senhor". Eu então no auge das minhas reflexões, argumentei: "É muito fácil dizermos que a responsabilidade de nossas vidas está nas mãos de Deus, ou o culparmos por algo estar indo errado. E pior: afirmar que toda a situação ruim seja resultado da nossa falta de fé. Afinal, além de ser confortante, é fácil fingirmos que não conduzimos nossa vida e, portanto, não pararmos para pensar onde é que estamos errando. Ou ainda dizer: "Deus quis assim". Fé pra mim não é acreditar que exista um senhor, nos mandando inúmeros presentinhos abençoados e que virá nos salvar de qualquer tipo de situação. Acredito, sim, na força do pensamento, de que somos capazes de mudar nossas vidas com pensamentos positivos, mas desde que nossas atitudes sejam também coerentes,  e, claro, com muita batalha, trabalho e boa índole".

O suposto fake não mais me respondeu. Será que acabei com a imagem que ele tinha de Deus sendo um senhor barbudo, pronto para esperá-lo no paraíso? Ou será que eu o choquei com a descoberta para ele que nós somos responsáveis por nossas vidas?

Você deve estar se perguntando: mas, afinal, você tem fé? Sim, tenho. Mas minha fé não é esperar as coisas caírem do céu. Acredito que temos que batalhar, movimentar a nossa vida para que ela corresponda. E, sim, não estamos sozinhos no universo. Acredito que temos a presença de mentores espirituais para nos ajudar nessa jornada que é a vida. E isso pra mim é ter fé, acreditar nas coisas que para mim fazem sentido e não apenas no que os outros dizem ser o certo ou errado, por exemplo, de que a fé é unicamente acreditar na existência de Deus.

A revista Vejinha publicou uma crônica que achei muito interessante. E me fez pensar muito sobre o que acontece com as famílias.. e, principalmente, sobre a questão: "Ué, se tais irmãos foram educados da mesma forma, por que são tão diferentes?". Publico aqui a crônica "Bullyng na Família", de Walcyr Carrasco, e o convido a mais uma de minhas reflexões...

Bullyng na família (Walcyr Carrasco)

Certa vez, quando dei uma palestra na Zona Leste da cidade, uma senhora me falou sobre seus dois filhos. Segundo afirmou, o primeiro era mais inteligente.
— Tenho preferência por ele, sim. Seria mentira dizer que não.


A conversa me provocou uma sensação desagradável. Pensei na vida do caçula. Qual seria seu sentimento, ao perceber que a mãe prefere o mais velho? Sou escritor. Imaginei os gestos do cotidiano: reprimendas mais fortes; presentes piores no aniversário ou Natal e talvez até comentários desdenhosos. Tomei consciência de que isso acontece muito mais do que se comenta. Fala-se muito de bullying. Livros abordam violências verbais e até agressões físicas que ocorrem nas escolas. O ataque costuma ser dirigido a quem é de alguma maneira diferente: os gordinhos, os maus esportistas, os nerds, os mais pobres, entre outros. Até um sotaque pode induzir os valentões da turma à chacota. Submetidas a uma pressão constante, as vítimas muitas vezes se rebelam. E dentro da família?


Um amigo passou a infância perseguido pelo irmão mais velho. Tudo era motivo para zombaria e até ataques físicos. A mãe, ausente, não punia o agressor. Hoje os irmãos têm uma relação distante, mal se falam. Agora a mãe se lamenta. Não entende por que os filhos não se dão bem.

— Meu irmão foi meu pior inimigo! Como posso gostar dele agora? — ouvi o mais novo dizer.

A agressão pode se voltar contra um dos pais. Soube de um vizinho que gritava com o pai e o ameaçava por qualquer pretexto porque tinha pouco dinheiro. Não usava drogas. O velho, frágil, não conseguia enfrentá-lo.

— Você é um incapaz — dizia o filho. — Nunca soube ganhar dinheiro!

Muitas vezes a própria mãe cria a situação. Uma figura da sociedade, magra e bem vestida, parece esconder sua filha, que é gorda. A garota nunca é vista em companhia da mãe nas festas que ela costuma frequentar. Em represália, veste-se de maneira relaxada. Mal penteia os cabelos.

— Minha mãe tem vergonha de mim! — já desabafou.

É difícil tocar nesse assunto. Cada família possui uma dinâmica diferente. Nem sempre as situações são evidentes, mas o atingido percebe o desprezo. Ou a comparação. É comum uma criança de olhos azuis ser coberta de elogios. Ninguém fala do irmão de olhos castanhos. Só a mãe pode ajudar, valorizando os dois.

Ou então um dos membros perde o emprego. A família passa a humilhá-lo.

— Não vou sustentar vagabundo! — certa vez ouvi a irmã, secretária, ameaçar o irmão.

Se é difícil encontrar trabalho, a agressão aumenta. E a pessoa deprimida tem mais dificuldade ainda. Perde o prumo.

Pais inventam sonhos para os filhos. Desejam que se tornem bem-sucedidos, talvez famosos. Já vi homem com bebê no colo garantir:

— Este aqui vai ser jogador da seleção. E ganhar a Copa!

O bebê sorri, sem saber da cilada. Pode ter pendor para a informática. Talvez nunca seja um craque. Passará horas diante da telinha.

Também já vi pai reclamar:
— Sai do computador, moleque! Vai jogar futebol!

O filho passa a ser constrangido. Pressionado. Conheci pessoas inteligentes totalmente desestruturadas, incapazes de se dedicar a uma profissão, por falta de apoio familiar.

Muitas vezes, o que parecem ser gestos de amor, de incentivo, são ameaças porque o filho ou irmão não segue um padrão. É difícil, mas cada família deve abrir sua caixa-preta. Adquirir a coragem de encarar suas falhas. E aprender a trocar a agressão pelo abraço.

Estava navegando em um site, quando me deparei com esta foto.
Pedi autorização ao dono da mesma, que gentilmente permitiu que eu a postasse no blog.

Afinal, não tinha como não postá-la e não compartilhar aqui o sentimento de calma, tranquilidade e de reflexão que a foto me transmite. Parece um convite para nos aquietarmos um pouco em meio à rotina caótica em que vivemos e perguntarmos à nossa alma: você está feliz? O que falta para conquistar os seus objetivos?

E é somente em um momento assim - em que estamos a sós com a natureza - que permitimos um contato mais profundo com o nosso eu interior. Muitas pessoas vão pensar que estou ficando louca ao falar do nosso 'eu'. Mas, será que você se conhece o suficiente para saber exatamente como seus sentimentos reagem diante de fatos da vida? Para tentar descobrir a resposta, vá para um lugar lindo como esse da foto, acalme sua mente e tente ouvir a voz que vem do seu coração.

Pois é somente por meio do nossos sentimentos puros - de amor e bondade - que conseguimos nos conectar com o nosso "eu". E olha que não é nada fácil essa sincronia, porque muitas vezes damos mais poder àquelas vozes que vêm da nossa mente - preocupação, razão - e que encobrem o que a nossa alma está dizendo. Consequentemente vamos vivendo na inércia, sem objetivos, sem motivações, de forma totalmente apática e sem sentido. E é o que mais vejo por aí. Pessoas que vivem de acordo com a onda do momento: seja curtindo a vida sem responsabilidades, seja fazendo o mal aos outros em prol do seu próprio bem. E nisso tudo eu pergunto: onde está a essência de cada um? Onde estão os valores trazidos pela profundidade do ser, chamada de alma?

Hoje foi um daqueles dias que a gente tem vontade de fazer o que acontece no filme "Um dia de fúria". Eu ainda não o assisti, mas só de ver a sinopse, já dá pra notar que a ideia é sensacional. Afinal, quem nunca sentiu vontade de esganar aquela pessoa que nos atendeu de forma grossa e estúpida ou um cliente que nos liga a cada 5 minutos para reclamar de coisas mínimas? Pois bem, o meu dia de fúria foi hoje.

O dia começou com certas complicações com o escritório que faz a contabilidade da minha irrisória empresa. O responsável por me atender, grosso como só ele, não queria explicar minhas dúvidas e de forma estúpida dava aquelas respostas bem curtas, para eu não perguntar mais nada. Ele seria a primeira pessoa que eu fuzilaria, se estivesse no papel principal do filme. A minha indignação passou a uma reflexão um tanto maior, de como viver neste país tem sido uma batalha árdua. Árdua não seria bem a palavra, mas, mais do que isso, eu diria que viver no Brasil é extremamente irritante quando se trabalha no mundo da comunicação (jornalismo, marketing, RP). Neste meio, a grande maioria das empresas exige que os profissionais sejam PJ. E aí começa o grande caos! Nós entendemos de comunicação e não de contabilidade. Caso contrário, não teríamos que contratar pessoas - medíocres, diga-se de passagem - para fazer a contabilidade da nossa micro-minúscula empresa.
Abrimos empresa não porque temos vocação empresarial. Aliás, muito longe disso. Abrimos porque temos que seguir as regras do jogo ou simplesmente estamos fora dele.

E abrir empresa significa gastos e mais gastos, que não são compatíveis com o salário da área. Para piorar, sem orientação, acabamos não conseguindo nos adaptar e nos regularizar. E este é o meu caso. Eu estou há um tempo tentando entender como fazer minhas obrigações contábeis, sem muito sucesso para compreender esse monstro imenso que essa questão se tornou pra mim. São taxas, tributos e impostos que surgem do nada, como espinha no nariz em dia da melhor festa de todos os tempos."Então por que você não muda de escritório de contabilidade?", perguntariam as pessoas. Infelizmente, uma diferença de R$100,00 a R$200,00 no pagamento mensal da contabilidade pesa quando se é PJ e não se tem benefício nenhum, como vale-transporte, alimentação ou 13 salário. E aí as pessoas responderiam: "Ah, então não há opção e você nem tem que ficar reclamando. Tem que aceitar e tentar se informar".

Pois é, não tenho mesmo saída e isso me deixa extremamente irada com o "esquema PJ". Não tenho muito como mudar a situação, mas escrever me ajuda um pouco a colocar essa revolta pra fora, em um dia totalmente de fúria!!

Você já ouviu falar na Síndrome do Estrangeiro? Segundo a escritora do livro "Síndrome do Estrangeiro" e Conscientóloga Malú Balona, tal síndrome é a sensação que normalmente aparece na infância: a criança se sente uma estranha em seu ninho, mesmo em condições normais de uma família. Sente saudades de lugares que ela não sabe, anseia por estar com pessoas que não sabe quem são.

De acordo com a escritora, é como se "a pessoa tivesse tomado o trem, mas não soubesse mais o motivo da viagem". Tal sentimento leva uma pessoa a se sentir eternamente inadaptável, mesmo tendo tantas habilidades, e sonha que um dia alguém vá trazer a ela uma senha ou um encontro de algo que ela mesma não sabe, mas que resolverá esse sentimento.

Consequentemente, a pessoa passa a ser vista pela família e pela sociedade como alguém não sociável. O que, por sua vez, começa a minar a autoestima de quem sofre tal Síndrome.

É curioso perceber que a escritora diz que a saudade sentida de pessoas e lugares não conhecidos refere-se ao período entrevidas. Começo, dessa forma, a entender tal sentimento de "estrangeira", principalmente nesta louca sociedade, que tanto tem perdido seus valores.

Seguidores