Compartilho com vocês uma mensagem sobre o amor, que achei no 4Shared, e que nos faz pensar (e repensar) nos sentimentos mais nobres que o amor nos faz sentir. Além disso, nos faz refletir sobre os valores das pessoas e suas atitudes, que nos levam a crer que "amar verdadeiramente" está 'fora de moda'. Que bom que estou tão fora de moda por acreditar no amor e na constituição de uma família como riquezas mais preciosas das nossas vidas! Vale muito a pena ouvir ... Espero que gostem!
Meditação - Mensagem 03_falando de amor.mp3
Hoje é dia 12 de outubro, Dia das Crianças! Nada melhor que a data pra nos lembrar de tantas coisas boas que é ser criança: brincar, rir, ter os nossos "melhores amigos e também os amiguinhos invisíveis", comer guloseimas, fazer travessuras. Porém, à medida que crescemos, vamos deixando o mundo colorido da imaginação e damos lugar ao mundo cinza das preocupações. Substituímos as fadas das brincadeiras pela seriedade da rotina e, dessa forma, a nossa criatividade e imaginação vão sendo minadas.
Mas, mesmo depois de adultos, a "nossa criança interior" ainda está ali, guardadinha em algum lugar da nossa alma. Parace que a sufocamos e acreditamos que liberá-la não está de acordo com as regras da sociedade. E que bobagem criamos para nós e sobre nós mesmos! Quando deveríamos estimular, cada vez mais, a nossa criança interior a se libertar de nossas próprias prisões internas.
E é isso o que sugiro a todos vocês neste Dia das Crianças: que resgatem suas crianças interiores hoje, permitindo-se sonhar com fadas, príncipes e princesas, permitindo-se brincar com o que tem na sua vida, permitindo-se dar risada de todas as situações que acontecem hoje com vocês e que o seu lado adulto enxerga como algo negativo. Deixem livre as suas crianças, para que elas, na imaginação, possam trazer a vocês pontos de vista que vocês não haviam se permitido enxergar.
E, mais do que isso, que a criança interior de vocês possam trazer a leveza e a alegria, de forma a colorir o mundo cinza em que vivemos!
Quando eu faço essa pergunta - "Você se conhece?" - as pessoas olham feio e torto para mim, como se fosse a pergunta mais absurda da existência humana. Pois bem, eu volto a repetir o meu questionamento e tenho certeza que a grande maioria "acha" que se conhece. O achismo, muitas vezes, esconde o medo da verdade, da pessoa talvez descobrir que não é nada do que imaginava ser.
E confesso que eu era assim. Achava que me conhecia, achava que sabia os motivos das minhas dores da alma ou do que me motivava e me fazia feliz. Até que um dia iniciei um processo de autoconhecimento e me surpreendi. Não sabia praticamente N-A-D-A a meu respeito. Até hoje estou aprendendo sobre mim, sobre os sentimentos que guardo a sete-chaves e que quase nunca lembro ou sei onde os guardei.
E eu diria que o processo do autoconhecimento não tem prazo para acabar. A cada dia é uma nova descoberta e assim por diante. Há quem ache tal processo perda de tempo e de dinheiro, mas eu pergunto: se você não tem tempo e nem dinheiro para investir em você mesmo, será que se conhece o suficiente até mesmo para notar que você não se considera importante pra você mesmo?
Acredito que todos deveriam um dia experimentar ao menos uma técnica de autoconhecimento (qualquer uma mesmo, que seja!) para ver que nem dizer que somos donos da nossa verdade podemos. Afinal, a 'nossa verdade' pode ser uma grande mentira, quando nos conhecemos de verdade e vemos, de fato, quem e como somos. Pense nisso!
É incrível como estamos todos conectados em uma mesma rede. Apesar de evitar qualquer modismo de época, é impossível não perceber a forma extraordinária como as coisas acontecem de forma "conectada".
Estamos todos ligados e interligados indiretamente. E aí que está o grande fascínio que é a vida. Quando menos esperamos, encontramos e conhecemos pessoas que vão - sem percebermos - nos ajudar em nosso caminho. Muitas vezes não entendemos o motivo de algumas situações acontecerem, mas eu tenho a absoluta certeza de que nada é por acaso. Às vezes, sem nos darmos conta, é o Universo "colocando" sua mãozinha para que tudo funcione corretamente, que é, no final das contas, o melhor pra nós.
Porém, para que isso aconteça e possa fluir, temos que nos desapegar também das "pecinhas" que andam atrapalhando tal rede. Precisamos, muitas vezes, simplesmente jogá-las fora ou substituí-las por "pecinhas" melhores, aliás, bem melhores. E assim, a vida flui e vamos nos conectando e nos desconectando... desconectando e conectando à grande rede, que é a vida.
Eu sou daquelas que, com o passar do tempo, me canso de algumas coisas. Roupas, acessórios, livros, posição dos móveis, de fazer as mesmas atividades em um emprego, da rotina diária, do caminhar da minha vida. Já cansei de amores e relacionamentos que seguiam sempre pelo mesmo fluxo - ou calmaria demais e rotineira, ou discussões diárias. Tudo uma hora cansa. E quando surge esse sentimento é porque é hora de mudar. É como se meu ponto de vista sobre as coisas também fosse se transformando. E acho ótimo tudo isso. Precisamos, sim, de mudanças em nossas vidas para movimentarmos a energia. Chega, então, a hora de nos desapegar do passado e darmos lugar ao novo: novos rumos, novos amores, novos ares, novas amizades, novos desafios, novas trilhas, novas decisões. Mas, confesso, que nem sempre largar totalmente o passado onde ele deve ficar, é tão simples como imaginamos.
Se você se encontra nessa dificuldade, deixo aqui um texto de Fernando Pessoa, que uma amiga postou no Facebook, para que possa refletir sobre o desapego e largar - definitivamente - tudo o que passou.
Pratique o desapego
Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas possam ir embora. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.
Estou em um momento um tanto decisivo em minha vida. Meio que ao longo dos últimos 20 anos eu apenas vivi por inércia. Calma, não estou fazendo dramalhão mexicano ou querendo dizer que estou em uma fase deprê. Pelo contrário e longe, muito longe de tudo isso.
Venho, como nunca, analisando minha vida. E percebo que muito vivi apenas por "comodismo" ou porque deixei a vida me levar. Não impus resistências, não impus barreiras, mesmo minha alma gritando e se esgoelando para eu ouvi-la de que aquele não era o caminho que 'ela' queria que eu seguisse, como minha missão nesta vida. Como uma criança birrenta, tapei os ouvidos e segui por inúmeros caminhos tortuosos e que me levaram a chegar a uma bifurcação, que é onde me encontro hoje.
Seguir no mesmo caminho, o qual venho anos e anos caminhando lentamente, sem lenço, nem documento; ou tomar outro rumo, completamente diferente de toda a bagagem que carrego nos meus ombros? Eis a questão e o dilema está instaurado.
É preciso muita calma, muito equilíbrio para analisar com calma tudo o que vem acontecendo. Mas, tenho certeza que, agora com os ouvidos na minha alma e, principalmente, no meu coração, qualquer escolha que eu decidir hoje será a escolha certa. Não sei como explicar, mas, mesmo diante de uma decisão tão importante como essa, sinto uma calma dentro de mim e um sentimento de paz, de alívio e de felicidade. É como se eu entrasse em harmonia com o ser que habita dentro de mim. Como se, agora sim, tivéssemos o mesmo coração e falássemos a mesma língua.
Fiquei surpresa ao ver um texto no site da revista Época com o título "Alguém especial", do jornalista Ivan Martins. Surpresa porque comprova uma observação que tenho feito há anos sobre a insatisfação das pessoas em relação ao "par ideal", mesmo sabendo que a moda do momento é curtir a vida até esse "alguém especial" aparecer.
Seria simples se o fato de encontrar esse tal alguém não fosse uma missão quase impossível nos dias de hoje. Impossível porque nessa curtição desenfreada em que as pessoas estão vivendo, tentanto separar e isolar seus sentimentos, a coisa mais difícil que tem acontecido é a entrega verdadeira do coração para a chegada da tal pessoa. "E se não for? E se eu sofrer? E se...". E aí a oportunidade de conhecer 'alguém especial' já passou.
Digo, por experiência própria, que curtir adoidado enquanto se espera a chegada da tal pessoa, é, de longe, uma atitude inteligente. Nos enganamos, acreditamos que conseguimos separar a curtição dos sentimentos. Porém, esquecemos que a tal curtição que as pessoas falam camufla alguns sentimentos perigosos, que podem nos empurrar para armadilhas do próprio coração: carência, medo de se sentir sozinho, insegurança e baixa autoestima. Esses são os principais vilões que nos fazem agir dessa forma: "curtindo a vida adoidado" com quem não agrega nada em nossa vida e, provavelmente, também nos enxerga apenas como um passatempo.
E se enquanto estivermos na tal curtição aparecer a suposta pessoa especial e ela acreditar que nosso coração já está ocupado por alguém, mesmo que esse alguém não signifique nada - absolutamente nada - pra gente? Pois bem, lá se foi novamente uma grande oportunidade. Por isso pergunto a você: vale a pena curtir a vida dessa forma, ficando com várias pessoas, fingindo que não sentimos nada pelo outro, enquanto se espera pelo 'alguém especial'? Mais do que nunca, eu chego à conclusão que, realmente, não vale a pena.
