
Semana passada eu completei mais um ano de vida. Antigamente, eu adorava comemorar, juntar a galera em uma baladinha. Gostava de passar a data de forma alegre, divertida, curtindo meus amigos. Hoje, fazer aniversário para mim ganhou outro sentido.
Me traz o peso da responsabilidade e a cobrança do que tenho feito ao longo de todos esses anos que estou aqui.
Uma certa angústia, uma pitada de insegurança e um caminhão de medo do futuro. Esses são os sentimentos que norteiam as minhas reflexões. Que me fazem colocar em uma balança o que já conquistei e o que tenho a conquistar ainda.
Claro que a balança das conquistas que estão por vir pesa muito mais. Afinal, tenho muitas coisas a realizar, desejos a concretizar, sonhos a vivenciar.
Queria que a cada ano de vida fosse o contrário: que diminuísse uma dose grande de todos esses sentimentos que nos bloqueiam. Queria que tivessemos mais coragem pra arriscar escolhas por caminhos ainda não explorados.
Queria que pudessemos sonhar mais, imaginar mais, ter mais energia para conseguirmos realizar tudo que está lá no fundinho da gente: em um cantinho íntimo chamado essência da alma.

Quando somos crianças, a imaginação nos leva para mundos distantes, nos transforma em heróis e heroínas. É ela quem faz a nossa brincadeira ser divertida.
Qual menina nunca quis ser a fada madrinha e ter sua varinha de condão? Pois bem, esse é um sonho meu de hoje. Queria sim ser uma fada, ter minha varinha, que fosse capaz de transformar, em segundos, sonhos em realidade, problemas em alegria, doenças em saúde, tristeza em amor.
Mas a minha varinha de condão reconheceria as pessoas de bom coração, merecedoras de ajuda e de uma fadinha! Queria eu poder ajudar as pessoas que estão lutando pelos últimos momentos da vida. Queria eu poder ajudar quem depende do trabalho pra manter sua sobrevivência. Queria eu poder ajudar as pessoas pobres, que, mesmo com o árduo trabalho, ainda passam necessidades. Queria eu ajudar as pessoas vítimas de violência.
Não, não estou dizendo que gostaria de ser Deus. Mas, quem sabe uma ajudante pra reverter tanta coisa negativa que vemos por aí em felicidade, harmonia e bondade?

Dedico este post aos meus amigos que estiveram comigo nos momentos citados
Estava voltando pra casa, quando vi passar um carro “tunado”. Na hora, pensei: “socaaado!!”. E em frações de segundos, fui levada de volta ao passado, em meados de 2000, quando eu, o Sid e o Eik, ficávamos observando os carros mexidos que passavam em frente às baladas que freqüentávamos. Sim, o gosto por tuning é influência desses dois grandes amigos.
Esse pequeno flash do passado me fez relembrar tantos outros fatos da minha adolescência, que aqui vou registrar, porque não quero esquecê-los.
Começando, lembro das vezes que o Eik me salvou nas baladas de pessoas que não saíam do meu pé (sem comentários, né, Eik? Hahaha), ou então, da vez que o Sid me mostrou a música “First Love”(Utada Hikaru) e, louca como eu era, gravei uma fita – frente e verso, acreditem! – só com essa música. (Pois é, na época não existia o CD). Talvez seja por isso que o Eik, Sid e minhas irmãs tenham trauma até hoje dessa canção..rs. Claro, não bastava gravar, tinha que ouvir.
E, falando em baladas, quem nunca pegou baladinha furada? Quem dirá minha amiga Paulinha, que me acompanhava pela night, e quem foi comigo em uma das piores baladas de todos os tempos! (Paulinha, essa não preciso nem comentar qual foi, né? Haha..).
Como diz a música “Mulher de fases”, também tive as minhas. Uma delas foi a curtição do axé de Ivete Sangalo e Claudia Leite, que marcou nossas idas – minha e da Tati - até Piedade, interior de São Paulo. Nunca pensei que um dia eu quase fosse sair escoltada pela Polícia de uma balada do interior. Mas, graças ao bom senhorzinho lá de cima, nosso amigo Borrachas estava com a gente, no meio da muvuca (quem nunca teve uma amiga barraqueira? Sim, por causa dela, nos metíamos em cada confusão!) e foi a nossa salvação. Falando nessa época, choro de rir até hoje ao lembrar daquele Mc Donald`s (lembra, Tati?), quando voltávamos do meu aniversário no Lanterna.
Aliás, “anêmola” e “Dóris” eram de doer nossos ouvidos, mas nos faziam dar boas risadas. E o “tá de pé hoje? Não, estou de carro, por quê?” nos arrancou imensas gargalhadas. Nos divertíamos tanto, passávamos o final de semana planejando o que aprontaríamos de engraçado.
“Big Girls Don`t Cry” marcou essa época. Éramos as big girls, porém foi a fase que mais chorei na minha vida, contrariando totalmente o título da música. Há quem diga que as lágrimas lavam nossa alma.
Pois bem, de alma lavada, passei para outra fase, a de reencontros de antigos amigos do colégio. Nada pelo Orkut, foi algo totalmente natural e, digo sem dúvidas, armação do destino. Lembrando que o Natal é dia 25 de dezembro, viu Rubens! Haha. E também não experimentei o marshmellow de pudim! Rs. E foi ele mesmo, meu amigo “Kim Jim”(como diz o Tuya), que me deu um apelido nada simpático – “topera”. Só lá na frente esse apelido realmente se comprovou, infelizmente. Mas, quem nunca tomou decisões erradas? Ok, ok, a vida continua.
E continuou com os momentos engraçados, incrementados ainda mais com minhas crises de riso nas aulas de inglês. Era particular e eu fazia com uma das minhas irmãs. Durante a leitura, às vezes ela engasgava duas, três, quatro, cinco vezes em uma mesma palavra. Eu tentava me segurar, juro, mas de repente, caía em um ataque de risos. A aula parava, porque o professor também era contaminado com a minha risada e não tinha como continuar. No final, eram os três gargalhando. E esses ataques de riso realmente são incontroláveis. Quem diria o Fernando, quando recebemos a visita de um rapaz, que ficou no escritório durante três dias. Conversas altas no telefone, não tinha como não escutá-lo. “Estou amaaaando a assessoria”. Não teve jeito, caí na risada e levei o Fernando também ao ataque de riso. Tivemos que ficar, cada um, em um lado da empresa para conseguirmos voltar ao estado normal.
Continuando os momentos engraçados da vida, incluímos apostas de garrafas de Green como incentivo aos nossos amigos (claro, eu fico só no refrigerante haha), mas como ninguém ganhou, as apostas estão aumentando. Mas, como diz o Ken, os Reds estão acabando!
Lu, e a “bola”? Infelizmente ela fez parte das nossas vidas, mesmo que de tamanhos diferentes hahah, mas o espanto foi igual rs. Ahn, e o sorvete está gelaaado, né, Lu? Hahaha! Sem contar nas histórias da nossa amiga gafanhoto... bom, melhor deixar pra lá!
Tenho tanta coisa para contar, mas deixo para um outro dia. Às vezes me pego pensando e relembrando algum fato divertido. Como dizem que a palavra tem poder, então que esses momentos se eternizem com este post.
O vídeo do Youtube mais visto na semana passada foi a apresentação de Susan Boyle, uma solteira, 47 anos, em um show de calouros (Britain`s Got Talent). Totalmente fora dos padrões de beleza feminina contemplados pelo mundo, Susan demonstra ser uma interiorana, que mora em um conglomerado de vilarejos. Os jurados, e o público não acreditam muito na candidata quando ela diz que vai cantar "I Dreamed a Dream" (Les Miserábles). Ao inciar a canção, todos ficam perplexos com a voz maravilhosa de Susan, que chega a arrepiar, de tão emocionante apresentação.
Quantas vezes não julgamos as pessoas pela aparência e nos equivocamos totalmente com nossas impressões?
Quantos de nós não nos deixamos levar pela nossa insegurança e deixamos de acreditar que somos capazes?
Quando você julgar alguém, apenas pela aparência, lembre-se desse vídeo.
Quando você se sentir inseguro diante de uma apresentação, lembre-se também de Susan Boyle e cante a canção para você mesmo: "I dreamed a dream"..

Conversando com um amigo, me veio uma reflexão à mente: por que complicamos tanto assim a nossa vida?
Para situá-los, ele está sofrendo pela ex-namorada, que terminou com ele em um momento de insanidade. (Claro, quem nunca saiu do equilíbrio e brigou com o namorado? Chamo de insanidade, porque surtar é sair do equilíbrio, perder o autocontrole. É.. insano!).
Quando ele desabafou seus sentimentos, explicando o que havia acontecido e como estão as coisas hoje, no pós-término, refleti por muito tempo, por não entender porque ainda continuam separados. Um relacionamento que tinha sido repleto de sentimentos, de amor mesmo, de carinho um com o outro, agora se resumia em uma sintonia entre ambos, mas que ultrapassa o espaço físico. Chega a ser algo do plano astral! Se você não imagina o que seja essa sintonia, eu explico: mesmo sem manterem contato, ele sabe exatamente as atitudes (e até pensamentos) dela. Sabe a hora que irá para tal lugar, sabe o que deve estar pensando sobre ele estar solteiro, sabe seus próximos passos. Basta ele me falar: Flá, ela vai fazer isso, vai aparecer na academia (a mesma que a dele) tal hora e dia, etc., e acontece! Claro, seria a coisa mais normal, caso uma pessoa mantivesse um treino regular. Não é o caso dela, que vai à academia nos dias que bem entende. Mas, ele sabe (ou sente) quando ela decide treinar.
Nunca encontrei uma pessoa com quem eu tivesse uma sintonia tão grande quanto essa, que meu amigo tem com sua namorada. E, se essa relação é especial, por que ainda não fizeram nada um para o outro, para voltarem o relacionamento? Essa foi a pergunta que fiz a ele. Pelo que pude perceber, ela ainda sofre muito também e o ama muito. Ele, então, nem se fala.
Ele disse que o grande problema é o orgulho dos dois, mas que ele vai passar por cima desse sentimento e tentar a reconciliação. Detalhe: ele só chegou a essa coragem quase dois meses separados.
Ahhh..se as pessoas pudessem ter a mesma atitude, de passar por cima de sentimentos - que a nossa razão nos coloca, mas totalmente contrários ao nosso coração- quantos casais já não teriam se acertado realmente e estariam vivendo "felizes para sempre"?
Achei genial a idéia do filme "Duas vidas", que aborda o encontro do personagem principal com ele mesmo, mas quando criança. A situação o leva a orientar a criança a agir de forma diferente de sua infância, de modo que o garoto consegue então mudar o destino do adulto.
Quantos de nós não teríamos vontade e desejo de nos encontrar com nós mesmos quando crianças, para falarmos a nós mesmos para sermos diferentes em alguns aspectos, alterando, assim, o nosso hoje?
E, o que você mudaria, se isso fosse possível? Pediria a você mesmo mais coragem, mais atenção aos estudos, mais esperteza para enfrentar a vida?
Mas, enquanto uma invenção bacana dessas não existe ainda em nossa realidade, pergunte-se o que você mudaria hoje na sua vida para ser feliz...
Feliz 2009!
O Ano Novo chegou.
Nesta primeira mensagem de 2009, quero falar sobre algumas percepções sobre as mudanças nesse mundo caótico que estamos vivendo... Não, não vou escrever sobre as tragédias em Santa Catarina, ou as enchentes em Minas. Ou ainda os ataques aos palestinos na faixa de Gaza. Nada disso.
Quero falar sobre as relações humanas - tema que muito me interessa. (Obs: não me acostumei ainda com as novas regras ortográficas, então, muitas palavras levarão os acentos que sempre tiveram, desculpem!).
Algo que venho observando e que muito tem me incomodado é como as pessoas estão deixando seus valores de lado. Cada vez mais - e isso é assustador - ouço casos de traição na cara dura. Não estou aqui para julgar ninguém, mas acho que o pior de tudo isso é ver que as pessoas que traem se julgam "espertas, malandras". Parece que a guerra dos sexos está virando a batalha de quem trai mais, de quem consegue ser mais "esperto", nesse sentido.
Não é possível alguém achar uma atitude dessas esperteza. Cada um tem lá seus motivos para namorar uma pessoa e, ainda assim, trai-la com outras. Mas não seria muito mais honesto terminar antes? E a justificativa do "é homem, trai, é instinto", não cola. É simplesmente igualar todos os homens aos animais.
Terminar antes seria uma atitude honesta não apenas com o parceiro, mas, principalmente com a própria pessoa que comete a traição.
Não sou psicóloga, mas na minha opinião, quem trai está enganando seus próprios sentimentos e se já tem a certeza de que não está feliz com o parceiro (a), está podando a própria felicidade. A meu ver, isso não é esperteza, mas burrice, com certeza.